O secretário Municipal de Administração, Fernando Ferreira Jorge, disse ontem que o fim da alimentação dos servidores municipais através da cozinha do Caic, na Vila Nova Esperança, será definido em junho próximo, quando a pasta entregará ao prefeito Tuga Angerami (PDT) um estudo com as alternativas para a mudança.
A tendência da pasta é pela substituição das marmitas feitas na cozinha por vale-alimentação. O estudo contempla a análise de três situações. Por ordem, depois do vale-alimentação, a administração vai verificar como alternativa o cartão-alimentação e a terceirização. A última possibilidade é mais remota.
“O estudo está em andamento e queremos submeter ao prefeito até 15 de junho. Estamos avaliando essas opções para ver qual delas é mais prática, econômica e que venha garantir qualidade na alimentação do servidor”, conta Jorge.
Por enquanto, os dados apontam para o vale-alimentação. “No cartão temos alguns problemas. Um deles é o de que muitos estabelecimentos que fornecem alimentação, por marmita, não têm a máquina de débito e a prefeitura tem várias frentes de trabalho de servidores na periferia, o que dificulta esta opção”, comenta.
O crédito em folha de valor específico para a alimentação aguarda avaliação jurídica, mas também não parece ser uma boa alternativa. O secretário está discutindo a relação entre salário e incorporação de valores específicos no holerite.
O próprio acesso ao programa de alimentação está sendo avaliado. Hoje 1.750 servidores recebem as marmitas, entre os quais diretores, chefes e funcionários de escalão mais elevado. “A faixa salarial de acesso será definida no estudo. Mas acreditamos que o universo atendido vai ficar entre 1.700 e 2 mil servidores”, comenta Ferreira.
Para definir qual será o sistema escolhido, a administração também vai fazer pesquisa do valor das refeições no mercado. “O valor unitário é de R$ 6,68 encontrado no relatório sobre o consumo de 2004, que contém dados que precisam ser revistos. O valor real é um pouco menor. Mas também precisamos ver qual o custo das marmitas no mercado para a proposta”, argumenta.
A desativação da cozinha do Caic para o programa de alimentação dos servidores é defendida pela administração por vários aspectos. “Elimina o processo de compra de uma lista de gêneros, onde pode ter vulnerabilidade. A distribuição de vale-alimentação estimula os pequenos comércios de bairros. Vamos também acabar com a logística atual de transporte, preparo de alimentação, estoque e distribuição e a cozinha está sufocada em um espaço inadequado para a demanda atual”, lista Ferreira.
Já a terceirização da alimentação é vista com desvantagem porque implicaria em manter nutricionistas para avaliar a qualidade e o cardápio, a pontualidade na entrega dependeria de fiscalização e muitas frentes de trabalho contam com alterações de roteiros diários, o que exigiria manter um grupo para encaminhar roteiros também diários à contratada.
“São nove trajetos de distribuição hoje e muitos variáveis, como Obras e Sear, por exemplo. Temos 62 pontos de distribuição de alimentação em toda a cidade”, explica o diretor de Administração de Materiais (DAM), Celso Ernesto Martini.