As ações do Ministério da Saúde contrárias as hepatites virais vão desde a prevenção, com a aplicação de vacinas, até o tratamento, incluindo a realização de transplantes para casos graves. Tudo custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Alguns tipos de hepatite podem ser facilmente prevenidos com vacina. É o caso dos tipos A e B. A vacina contra o tipo A está disponível nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) e é indicada somente para as pessoas que doenças crônicas do fígado.
No caso da hepatite B, a vacina faz parte do Calendário Nacional de Imunizações. a prevenção é feita com a aplicação de três doses do medicamento. A primeira é administrada em recém-nascidos; a segunda, ao final do primeiro mês de vida; a terceira, aos seis meses.
Esta vacina também é oferecida para pessoas entre 1 e 19 anos, bem como para indivíduos que pertencem aos chamados grupos de risco: imunodeprimidos (portadores do vírus HIV, pessoas que passaram por transplante de órgãos, portadores de doenças crônicas), profissionais da área de saúde e profissionais do sexo.
O grande problema, segundo o Ministério da Saúde, é a hepatite C, para a qual não existe vacina. Só no ano passado, passado, o Brasil diagnosticou 8,2 mil casos novos da doença. A taxa média de mortalidade no País por esse tipo de hepatite é de 5,91 óbitos para cada 1 milhão de habitantes. Em alguns centros, esse índice é muito maior, como no Estado de São Paulo, que alcançou 40 óbitos por 1 milhão em 2003.
De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Hepatites Virais (PNHV) do Ministério da Saúde, Gerusa Figueiredo, o governo oferece tratamento aos portadores do vírus da hepatite C por meio da distribuição gratuita de medicamentos de alto custo. Segundo ela, só no ano passado, o Brasil gastou R$ 200 milhões com a compra de três medicamentos específicos.
Em função da alta prevalência e da facilidade de transmissão, alguns grupos sociais recebem atenção especial do governo para abordagem das hepatites. São eles jovens até 19 anos, transgêneros, índios, profissionais do sexo, usuários de drogas e pessoas presas.
Segundo o Ministério da Saúde, a triagem sorológica nos bancos de sangue a partir da década de 1990 praticamente interrompeu a transmissão das hepatites por meio da transfusão sangüínea. Mas a prevenção de outras formas de transmissão depende exclusivamente do comportamento individual.