10 de julho de 2026
Regional

Visitantes e pescadores buscam mais conforto e infra-estrutura

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo num ambiente marcado pelo clima rural, os visitantes de pesqueiros buscam conforto, por isso os estabelecimentos que disponibilizam infra-estrutura básica como banheiros, estacionamentos e sinalização adequados se destacam. Se oferecem cadeiras confortáveis, debaixo de sombra, em frente à bela paisagem, aí então lançam a isca para a conquista de uma clientela cativa.

“A infra-estrutura é determinante para o sucesso”, conclui o proprietário de um pesqueiro em Agudos, Rodrigo Artioli Sandri.

É por causa do conforto e bom atendimento que a dona de casa Josefina Osses da Costa, 72 anos, moradora de Bauru, virou freqüentadora de um pesqueiro de Arealva. Na última terça-feira, viajou para o local de ônibus em companhia do marido, o aposentado João Pereira da Costa. “Aqui, eles atendem a gente tão bem e é tranqüilo. Vale a pena”, diz a aposentada, que estava pescando tilápias e iria prepará-las para os netos e bisnetos.

Costa e a esposa passaram o dia no pesqueiro de Arealva na última terça-feira. Embalados pelo sossego, na hora do almoço divertiram-se dividindo uma marmita e uma latinha de cerveja, acomodados debaixo da sombra das árvores.

É também em nome do conforto, que alguns pescadores trocam a aventura e a imprevisibilidade da pesca no rio pela modalidade pesque-pague.

“Eu gosto mais do rio. Mas lá a gente tem de enfrentar, por exemplo, margem escorregadia e tempo ruim. Aqui no pesqueiro não. É mais seguro e tem o que comer e beber. Eu busco no pesqueiro conforto, boa sombra e boa comida”, diz o aposentado Coogi Shinohara, 67 anos.

Também o aposentado Jaime Balbino da Silva, 56 anos, se define como apaixonado pela pesca de rio. Entretanto, virou freqüentador de pesque-pague e diz estar satisfeito com o sossego e com a quantidade de peixes fisgados.

“Eu prefiro pescar no rio, porque não gasto dinheiro e tenho aventura. Mas o pesque-pague oferece conforto. Aqui a gente pesca, come e bebe sossegado, dá para trazer a família. Agora no rio, a gente passa sacrifício”, compara.