A vereadora Majô Jandreice (PC do B), que no filme “O Mutirão de Amor” interpreta uma mutirante, ressalta que a produção mostra a força e poder da organização popular da época, no final do período de ditadura. Passados mais de 20 anos, ela analisa as mudanças e conclui que as questões sociais pouco avançaram.
“Hoje vivemos um outro momento. Saímos da extrama ditadura, em que não era permitida participação popular, para a Constituição Federal, que dá à população ampla possibilidade de participação. Mas o sonho de mudança da situação econômica não se realizou. O Brasil é um país muito dependente economicamente e as questões sociais não avançaram, não houve distribuição de renda, apesar de hoje haver participação popular e termos a proteção da legislação”, pondera.
Para explicitar sua análise, ela lembra que desda a época da construção do mutirão, Bauru, assim como a maioria das médias e grandes cidades brasileias, viram as favelas crescer. “Foi umna fase do boon da urbanização e as favelas explodiram”, diz.
Além disso, ressalta que quase nada mudou no Núcleo 9 de Julho desde a construção das moradias. “Agora, mais de 20 anos depois, é que o asfalto está sendo concluído com os bloquetes”, frisa ela que na época que participou do filme era uma aluna de teatro do Grupo Gil Vicente.