08 de julho de 2026
Regional

Polícia flagra produção de crack

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Policiais da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Botucatu (100 quilômetros a sudeste de Bauru) flagraram na noite de anteontem R.A.D. (apenas as iniciais do nome foram divulgadas pela polícia), 21 anos, trabalhando na fabricação de pasta base para produção de crack. O flagrante aconteceu dentro de uma residência no Jardim Paraíso 2.

Dentro da casa havia também um adolescente, que foi apreendido e encaminhado para a cadeia de Itatinga, onde está à disposição da Vara da Infância e da Juventude. R.A.D. foi levado para a cadeia de Botucatu e deverá responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Quando os policiais chegaram, D. estava no fogão, derretendo a pasta base em uma panela e adicionando outras substâncias químicas para endurecer a massa. Ao perceber a presença da polícia, o acusado tentou se desfazer da pasta jogando-a no vaso sanitário, mas não houve tempo suficiente. Os policiais conseguiram reter parte do produto.

Foram apreendidos 200 gramas da pasta base de crack. Após a adição de outros produtos químicos, a quantidade aumenta quase o dobro. Ou seja, com a quantidade apreendida pela Dise seria possível produzir 400 gramas de crack. Segundo a polícia, com um grama da droga faz-se três papelotes e cada papelote normalmente é vendido a R$ 10,00.

Seguindo essa conta, com 400 gramas seria possível produzir 1.200 papelotes, o que representaria um ganho de R$ 12 mil com a venda.

De acordo com a polícia, foi a primeira vez que a Dise conseguiu apreender a pasta base do crack. Até então, só havia sido recolhido o produto já pronto ou a cocaína - uma das matérias-primas do crack.

O bairro onde foi registrado o flagrante está numa área considerada nobre em Botucatu. A residência havia sido alugada há cerca de dois meses. Segundo a polícia, essa é uma das táticas dos traficantes para evitar desconfianças e ter menos contato com policiais. Como as fiscalizações são mais comuns em bairros pobres, a presença da polícia nesses locais incomoda os traficantes.

Por isso, eles acreditam, segundo a polícia, que se instalando em bairros nobres ou na região central da cidade teriam mais tranqüilidade para “trabalhar”.

Mesmo tendo sido flagrados fabricando pasta base de crack, os suspeitos negam a acusação de tráfico. Na delegacia, eles se negaram a dar qualquer declaração. Teriam dito que só vão se manifestar perante o juiz.

A Dise estava investigando uma denúncia de tráfico envolvendo R.A.D. havia um mês e meio, aproximadamente. Anteontem, os investigadores perceberam uma movimentação maior na residência e o delegado Paulo Buchignani solicitou então um mandado de busca e apreensão, que resultou no flagrante.

Segundo a polícia, R.A.D. já tinha passagens por tráfico e furto, mas não existe nenhuma condenação contra ele.