08 de julho de 2026
Bairros

Emdurb busca licença ambiental para aumentar vida útil do aterro

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

O diretor de Limpeza Pública da Emdurb, Jorge Monteiro, diz que o processo de sobrevida do aterro sanitário entrou na fase de busca por licenças ambientais. A opção encontrada é a ampliação do aterro ou a quarta camada de compactação de lixo.

A aprovação da quarta camada de compactação pelos órgãos ambientais é de aproximadamente nove meses, após o protocolo do pedido na Cetesb.

O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Renato Purini, disse em março último que o aterro sanitário estava com sua vida útil estimada em, no máximo, 18 meses. Ele avaliou que a construção de um novo aterro estava sendo estudada, porém, praticamente descartou a proposta pelo custo elevado da obra, calculada em mais de R$ 2 milhões.

A alternativa ao esgotamento da capacidade do aterro seria a quarta camada de compactação de lixo, que daria mais dois anos de uso da área. Ou seja, três anos em meio de vida útil somando os 18 meses independentemente da quarta camada.

A média de vida útil dos aterros é de 20 anos. A diminuição deste prazo em função do crescimento populacional e do maior descarte de lixo.

Entretanto, o gerente da Cetesb, Rogério Chini, ressalta que a compensação desses fatores é um trabalho adequado de compactação e cobertura com terra, o que deixou de ser feito em Bauru nos últimos meses.

Chini explica que o aterro da cidade entrou em operação em janeiro de 1992 e hoje já está com 13 anos de funcionamento. No Inventário de Resíduos Sólidos Domiciliares de 2004, o aterro de Bauru manteve nota 9,5 na avaliação da Cetesb. A maioria dos 34 municípios da região avaliados deposita lixo em valas.