Eu sou a mãe do Fernando, que morreu por causa da leishmaniose, e não adianta quererem dizer outra coisa, como estão tentando, pois quem conviveu com ele e o acompanhou todos os dias dos últimos anos, principalmente, fui eu.
Aliás, eu não sei por que estão tão preocupados em se defenderem ou dizerem coisas confusas para tentar ofuscar a verdade, pois eu ainda não fiz nenhuma acusação a quem quer que seja.
Eu apenas contei nossa história tim-tim por tim-tim e digo “nossa” porque vivi, sofri e fui praticamente torturada nesses últimos dias de vida dele e junto com ele. Se na nossa história aconteceram coisas que deixaram pessoas com a “pulga atrás da orelha”, o que se vai fazer? Os fatos estão aí.
Quem me viu e ouviu nas emissoras de rádio e TV e o depoimento ao jornal, se entendeu, percebeu que minha intenção era a melhor possível, ou seja, conscientizar as pessoas para evitarem problemas como os que tivemos.
Eu gostaria que, se alguém, de alguma forma, contribuiu para a desgraça terrível, que foi esse período em que o Fernando ficou doente e não fez exame que detectasse a doença (e isso o debilitou tanto, que complicou tudo), que tivesse dignidade, hombridade e decência de admitir seu engano. A vida do meu filho: jovem, sonhador, inteligente, humilde, honesto, corretíssimo, carinhoso, entre outras qualidades, foi abreviada, ceifada estupidamente. Nenhuma pessoa - creio - sequer pensa em passar por isso ou perto disso.
Meu pedacinho se foi, meu filho e amigo maravilhoso, mas estou aqui e não permitirei que ele vire motivo de promoção de injustiças.
Ana Maria Lellis Krupelis - RG 5.706.855-0