A discriminação étnica sempre foi elemento de grande peso conjuntural e que caminha de mãos dadas com a grandiosa história da humanidade. Fato que já destinou muitas pessoas à morte, em todas as partes do globo. Como foi o caso das colonizações portuguesa e espanhola, que dizimaram um contingente expressivo de indígenas, tidos como a etnia vermelha, na América Latina. Além da escravidão, que retirou milhares de negros da África, tidos como pertencentes da etnia “preta”, para sobreviverem como escravos em outros continentes, entre outros exemplos. Deliberadas discussões polêmicas, revoltas e graves conseqüências econômicas, sociais e políticas derivaram de cenários discriminantes como esses. Entretanto, nos dias de hoje, não deveria haver mais espaço para ações repugnantes dessa natureza. A disseminação da informação, do conhecimento, o estágio avançado dos direitos humanos e a consciência de mundo solidário que se expande a cada minuto deveriam exterminar toda e qualquer discriminação na menor tentativa de manifestação. Porém, não é o que evidencia o recente caso do jogador de futebol brasileiro “Grafite”, vítima do xingamento: “Negro de merda, f. da p., negrinho”, por um jogador argentino branco durante uma partida. Felizmente, o jogador argentino sofreu publicamente as conseqüências de seu comportamento extremamente inadequado, incoerente. É frustrante, no entanto, perceber que ainda se tem um longo caminho a percorrer a fim de que o pensamento igualitário esteja realmente “bem instalado” na mente do cidadão. E quem sabe um dia iguais teremos plena sapiência de que, por mais diferentes que sejamos e antagônicas sejam as nossas etnias, independente de sermos homens ou mulheres, somos iguais na inegável condição humana.
Mariana Helena Mendoza - estudante - RG 34.484.338-5