09 de julho de 2026
Bairros

Estudo pode levar a novas tecnologias

Sérgio Pais
| Tempo de leitura: 2 min

O trabalho que deu ao aluno do quinto ano do curso de engenharia elétrica da Unesp-Bauru, Marcelo de Castro, o primeiro lugar do Prêmio Genuiz na categoria Novos Talentos, não trouxe apenas benefícios ao seu próprio currículo. Ao receber o troféu na sede da General Eletric, no Rio de Janeiro, Castro pôde conhecer algumas das novas tendências mundiais em termos de iluminação pública.

Diante da experiência, o aluno adiantou que a intenção do seu grupo de estudos é ampliar a abrangência do trabalho, que nesta primeira etapa, apesar de ter pesquisado várias ruas, restringiu suas propostas de melhoria apenas para a avenida Getúlio Vargas, à época do início da pesquisa, a via que apresentava os maiores índices de roubos e assaltos no período noturno, segundo dados da Polícia Militar.

“Na minha viagem (ao Rio, para a premiação), conheci novas lâmpadas que indicaram que podemos complementar o projeto”, disse Castro, ao anunciar que planeja começar os estudos com este novo produto, que deverá ser enviado pelo fabricante à faculdade de engenharia elétrica Unesp-Bauru para os testes.

Após a pesquisa, o aluno pretende apresentar a nova tecnologia à prefeitura e à concessionária de distribuição na cidade, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL). Segundo ele, isso não pôde ser feito ainda porque este novo tipo de lâmpada é inédito no Brasil, apesar de sua utilização ser bastante difundida em países europeus.

Castro explica que, ao contrário do que aconteceu com a primeira etapa de seu trabalho, que propôs soluções para uma grande avenida, localizada em área nobre da cidade, esta nova tecnologia deverá ter sua utilização mais concentrada nas regiões periféricas.

Segundo ele, atualmente, a iluminação pública na cidade está baseada na utilização de lâmpadas de vapor de mercúrio ou sódio. A proposta embutida no estudo, que Castro prevê iniciar assim que receber o produto do fabricante, é o uso de lâmpadas fluorescentes brancas, similares àquelas de uso doméstico, com o diferencial de que são de alta intensidade para poder iluminar as ruas.

Informações iniciais do fabricante indicam que esta nova lâmpada proporciona uma maior economia de energia elétrica por potência fornecida. A principal restrição do produto, porém, seria justamente a limitação de potência, o que inviabilizaria a sua utilização em grandes avenidas ou praças. “Por isso, é um projeto que estará focado na solução dos problemas nos bairros”, acredita Castro.

Apesar da aparente configuração de um lobby do fabricante em favor de seu produto, o estudante garante que as pesquisas vão se pautar pelos parâmetros estabelecidos por normas técnicas vigentes no Brasil. “Os testes servirão justamente para indicar sua eficiência e também sua viabilidade econômica para utilização pública”, acredita Castro.

Como o grande apelo em favor desta nova tecnologia é o seu menor consumo de energia, Castro cita um estudo revelando que 88% do custo da iluminação pública referem-se ao pagamento da eletricidade consumida. “Se conseguirmos encontrar uma lâmpada realmente mais econômica, sem comprometimento da eficiência, acredito que valeria a pena uma futura modificação”, defende.