10 de julho de 2026
Polícia

Polícia vai tentar descobrir verdadeira identidade do corpo enterrado em 2003

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Com o esclarecimento de que Moisés Alves está vivo, agora a polícia vai tentar descobrir quem foi enterrado como se fosse Alves. O delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, não descarta a possibilidade de precisar ser feita exumação do corpo, mas acredita no esclarecimento da identidade da pessoa morta.

Ele explica que em casos de cadáveres encontrados sem documentos e que não haja o reconhecimento imediato, antes da liberação do corpo, são tomadas medidas para posterior identificação. “São tiradas fotos do corpo em várias posições, registrada a descrição física da vítima e das roupas que usava. São também tiradas impressões digitais e aguardados cinco dias. Se neste prazo não for reconhecido, o corpo é enterrado em cova rasa, para facilitar uma possível posterior identificação”, detalha.

As impressões digitais são enviadas para o Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt, que emite as carteiras de identidade no Estado de São Paulo. “As impressões digitais colhidas do morto são comparadas com as do banco de dados do instituto. Se é uma pessoa que tem RG tirado no Estado de São Paulo, é feita a identificação”, frisa Cardia.

Como o corpo confundido como o de Moisés Alves foi reconhecido já no quinto dia após a morte, Cardia acredita que as impressões digitais tenham sido retiradas.