11 de julho de 2026
Polícia

'As taxas de homicídio ainda são alarmantes'

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Ao analisar a pesquisa sobre a violência nos municípios paulistas feita pela Unesco, o especialista em segurança pública Nilson Giraldi é taxativo: “As taxas estão em queda, o que mostra que estamos no caminho certo, mas ainda são alarmantes”, afirma. A taxa mundial de homicídios é de oito crimes para cada 100 mil pessoas, ressalta.

A taxa do Brasil é de 30 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Giraldi lembra que São Paulo sempre liderou o ranking das capitais mais violentas no Brasil, posição que agora é ocupada por Rio de Janeiro. “A redução dos homicídios mostra que o trabalho que vem sendo feito na área de segurança pública e o envolvimento da comunidade da iniciativa privada, tem dado resultado”, frisa.

Para ele, governo, comunidade, iniciativa privada e Judiciário têm de trabalhar em harmonia e de forma integrada para a redução da violência. “A lei dos bares é um exemplo disso, em Bauru, que envolveu todos os setores. É uma lei importantíssima”, frisa. Nesta linha, Giraldi acha necessário o Brasil aprovar a proibição da comercialização de armas de fogo, que está em discussão na Câmara Federal.

Aliás, ele acredita que a Campanha de Desarmamento lançada no ano passado já está causando reflexo. Giraldi entende que a violência é inerente ao ser humano, mas é preciso controlar os índices, e por isso acredita que a retirada de armas de fogo de circulação ajuda no processo. “Outro fator a nosso favor é que o envelhecimento da população é acompanhado de redução da violência, que é maior entre os jovens. E o Brasil está envelhecendo”, ressalta.