10 de julho de 2026
Polícia

Ex-diretora da Febem recorre de sentença ao Tribunal de Justiça

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A ex-diretora da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem), Ednéa Sita Cucci, recorreu ao Tribunal de Justiça (TJ) para tentar reverter a sentença do juiz Arthus Fucci Wady, que a condenou em primeira instância por improbidade administrativa.

O magistrado acolheu denúncia do Ministério Público que a acusou de ter determinado a funcionários da unidade que trabalhassem em obras na sua residência, e por tê-los autorizado a participar em horário de expediente de reunião política do então candidato do PSDB à prefeituta de Bauru, Caio Coube. Ela aposta em dois documentos para provar o contrário.

Um deles, emitido pela própria Febem, esclarece que desde 1 de fevereiro de 2002, os agentes de apoio técnico faziam escala de 12 x 36 horas. A informação é relevante porque o juiz teria considerado que esses trabalhadores prestaram serviço na residência de Cucci durante o horário de trabalho, tomando como base o expediente de oito horas diárias.

A ex-diretora também juntou ao processo declaração de Caio Coube, em que ele confirma a presença dos funcionários da Febem por volta das 17h. Ele também afirma no documento que a visita (a casa dele) foi realizada com objetivo de promover parceria entre a Febem e empresas do setor industrial. A proposta seria a de contemplar a terceirização das atividades de acabamento das empresas, que pudessem ser executadas manualmente pelos adolescentes dentro da unidade.

“Eu fiz (reuniões) com várias outras instituições e empresas em busca de doações para montar a unidade. Estou esperançosa que agora eu tenha sucesso. Tem vários documentos no processo, mas o juiz não se atentou. Ele se baseou somente nos depoimentos (dos denunciantes)”, diz Cucci.

Se ela não conseguir reverter a situação, perderá a função pública, terá os direitos políticos suspensos por três anos e estará proibida de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais, também pelo prazo de três anos. Ainda terá de arcar com multa de três vezes o valor da remuneração que recebia quando diretora da unidade, inaugurada oficialmente em fevereiro de 2002.