08 de julho de 2026
Auto Mercado

Editorial


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Ser o responsável pelo caderno de automóveis de um jornal dá mais do que a chance de ver e andar em "carrões" recém-lançados pela indústria automotiva nacional. Além desses e outros "privilégios", a profissão dá a rara oportunidade de conhecer diferentes cidades e realidades por todo o Brasil.

Recentemente, de passagem por Curitiba no lançamento do motor 1.4 flex da Fiat, espantei-me com a qualidade de vida da Capital do Paraná. Digo espantei-me porque, comparando com Bauru, as diferenças eram gritantes. Há quem diga tratar-se de uma cidade maior e mais rica, mas, em contrapartida, maiores são os seus problemas. Entretanto, mesmo sendo praticamente uma metrópole, Curitiba dá show quando o assunto é o asfalto das vias, assunto conhecido em Bauru.

Andando de carro pelas ruas centrais, e também pela periferia, é difícil encontrar um buraco sequer pelo asfalto, situação bem diferente da encontrada na "Sem Limites", onde "crateras" e "panelas" podem ser avistadas em cada esquina.

Pobre Bauru! Quais as razões de uma cidade do porte da capital paranaense conseguir manter o asfalto das ruas em boas condições, considerada prioridade de campanha por muitos políticos? Mais do que dinheiro, a impressão que se tem é que na terra dos "pés vermelhos" há vontade de se fazer.

Marcelo Ferrazoli