08 de julho de 2026
Bairros

Técnica restrita

Sérgio Pais
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O secretário de Obras da prefeitura de Bauru, Leandro Dias Joaquim, aprovou a iniciativa da Secretaria das Administrações Regionais (Sear) de testar alternativas econômicas ao problema da ruas de terra da cidade, mas lembrou que a técnica de construção é limitada e restrita a apenas algumas regiões menos movimentadas da cidade, como a periferia.

“Apesar de todo o cuidado na instalação, que contou com o nosso acompanhamento técnico, o bloquete tem baixa resistência e não comporta um tráfego intenso ou de veículos de grande porte”, diz. “Não dá para multiplicar (a técnica) por todas as regiões”, completa. Ele lembra, ainda, que a aplicação da técnica também só foi possível no núcleo Nove de Julho porque o local há 20 anos já estava contemplado com guias e sarjetas.

Segundo Roberval Cervantes, diretor do Centro Agroindustrial do Instituto Penal Agrícola (IPA) - onde os bloquetes foram confeccionados -, a vida média de cada peça é de 100 anos, para cargas médias. Por isso, o uso das peças deve contemplar bairros periféricos, onde o tráfego de veículos não é tão pesado.

O titular da Sear, porém, afirmou que gostou da idéia de fazer experiências e já está pensando em utilizar os bloquetes num rua que seja rota de ônibus circular, por exemplo. “Algumas pessoas dizem que não dá para usar nas ruas do ônibus, mas vamos fazer um experiência”, desafia. Segundo ele, técnicos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, que aprovaram o projeto, afirmaram ser possível aumentar a resistência das peças aumentando a proporção de cimento na massa que leva ainda areia e pedra.