08 de julho de 2026
Esportes

Noroeste vacila e permite o empate

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

O mais difícil o Noroeste conseguiu no jogo de ontem à tarde: superar a pressão do Bandeirante e sua inflamada torcida, que quase lotou o Estádio Pedro Marin Berbel. O Alvirrubro esteve duas vezes em vantagem no marcador (2 a 0 e 4 a 2), mas vacilou e permitiu o empate de 4 a 4.

Esse resultado foi ruim para os dois clubes, porque haviam sido derrotados na rodada inaugural da fase decisiva do Campeonato Paulista da Série A2. No próximo domingo, pela terceira e última rodada do primeiro turno do quadrangular, o Noroeste enfrentará o Mirassol fora de casa, enquanto o Bandeirante volta a atuar em seu campo contara o São Bento.

Se de um lado o ataque movimentou-se bem e criou inúmeras chances de gols, de outro, a defesa não esteve nada bem. Nas jogadas aéreas, os zagueiros Bonfim e Renato Carioca perderam o duelo para os bandeirantinos. No lance do pênalti cometido em Reginaldo, faltou tranquilidade a Bonfim. Já o goleiro Rafael Defendi, que substituiu Maurício, falhou em dois gols, principalmente no último.

O Noroeste começou o jogo tranquilo, tocando bem a bola, mas foi o Bandeirante que ameaçou pela primeira vez com perigo. Aos 8 minutos, Carlinhos cruzou da direita e Paulinho cabeceou, raspando o travessão. Mas foi só. Depois, só deu Noroeste, que abriu a contagem seis minutos depois. Luís Carlos cobrou escanteio pela esquerda e Gilmar Fubá deu uma cabeçada fulminante fazendo 1 a 0 aos 14'.

Um minuto depois, quando o Noroeste ainda comemorava e o Bandeirante tentava se recompor, Luís Carlos ampliou para os visitantes. Jorge Henrique tomou a bola de um adversário no meio-campo e fez um lançamento primoroso para Luís Carlos, que avançou, e na saída do goleiro deu um toque de classe para as redes: 2 a 0 aos 15 minutos.

O Bandeirante se abalou com os gols e o Noroeste teve sua tarefa facilitada nas investidas, chegando a penetrar como queria. No entanto, não soube aproveitar as chances claras de gol.

O técnico Roberto Fonseca, que estreiou no clube de Birigui, acertei em cheio ao tirar o segundo volante Wagner e colocar um atacante, porque ficou mais veloz e perigoso com Massaro em campo.

Aos 37', a meta noroestina não caiu por milagre: Ricardo Alves acertou a trave e na sequência, Massaro ficou cara-a-cara com Defendi, mas o jovem goleiro fez ótima defesa. Aos 40', Reginaldo diminuiu para o Bandeirante, cobrando pênalti que ele sofreu, cometido por Bonfim.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, Reginaldo surpreendeu a todos que estavam no campo e nas arquibancadas, ao empatar, pegando de primeiro, ao aproveitar um cruzamento de Renan da linha de fundo. Antes de entrar, bola bateu na trave: 2 a 2.

O Noroeste não desanimou e desempatou aos 12' com Gileno, que recebeu a bola na entrada da área, passou por dois adversários e no mano-a-mano, bateu de direita: 3 a 2. Logo após o Bandeirante dar a saída, Jorge Henrique aumentou a contagem. Gileno fez uma jogada genial pela direita e deixou Jorge Henrique na cara do gol para fazer 4 a 2 aos 13'.

O Bandeirante, com mais vontade do que técnica, conseguiu o que poucos esperavam: não perder. Diminuiu com mais um gol de Reginaldo, o terceiro, cobrando falta aos 18 minutos.

Aos 25', o Norusca poderia ter definido o jogo se não fosse mais uma ótima chance perdida. Luís Carlos recebeu passe de Gileno e fuzilou; o goleiro defendeu parcialmente, mas Alan não foi feliz conclusão.

Aos 29 minutos o Noroeste levou o gol do empate, um castigo pela preciosidade nas conclusões e pelas vaciladas de sua defesa. Renan mais uma vez cruzou para a área, Defendi atrapalhou-se todo e Massaro marcou.