09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

O cárcere da sociedade


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Em nosso país a muralha que segrega a população alastra-se progressivamente. De um lado temos uma parcela da sociedade que se isola do resto do mundo por meio de condomínios fechados, carros blindados e seguranças particulares; do outro lado, temos a maioria da população incapaz de se proteger da violência, tendo que viver irremediavelmente próximo desta pandemia.

Tal mazela incuba e se desenvolve sobejamente nas periferias das grandes cidades, onde muitos não encontram meios de sobreviver, senão por furtos ou agressões e também - não sejamos ingênuos - onde enxergam no crime possibilidade de enriquecer sem esforço.

Haverá como combater tamanha atrocidade? Enquanto o governo permanecer impotente perante o crime, que o atropela e manipula, tornar-se-á impossível erradicá-lo, mas investimentos expressivos na formação de mais policiais e políticas servira de repressão ao crime serão imperativos para qualquer aprimoramento.

A violência se tornando tão comum a nós, que estamos ficando indiferentes a ela. Incontestavelmente, esta não nos choca mais: houve um assalto no meio do caminho, no meio do caminho houve um assalto – o que haverá de inédito nisso?

Portanto, como foi elenaido, a violência não só nos fere diretamente, mas também nos insensibiliza, estigmatiza e isola. A verdade solar é que a população está progressivamente se enclausurando, enquanto os marginais têm plena liberdade e se não forem tomadas atitudes drásticas, a situação irá muito além do intolerável.

José Arnaldo Shiomi da Cruz - estudante - RG 35.334.908-2