08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Falando francamente


| Tempo de leitura: 2 min

Sei que posso não ser bem entendida, até criticada por muitos que não concordem com minhas idéias, mas tendo em vista as últimas notícias do mar de lama que corre o país, não posso ficar calada. Desde o ano de 1996 venho escrevendo sobre a choldra que de uma ou outra maneira vêm dando o melhor(?) de si para acabar com a soberania nacional. Essas investidas vêm de longe. Tentaram em 1935, sob o comando de Prestes, seguido de perto por Olga incumbida de vigiar o hoje “herói”, que não merecia a confiança do comando russo. Covardemente, na calada da noite, militares atacaram e mataram companheiros dormindo. Tentaram e perderam. Mesmo contando com alguns traidores dentro dos quartéis, a

maioria era fiel, entusiasmada com a vida da caserna e souberam por fim a traição.

Deram tempo ao tempo e em 1964 fizeram nova tentativa, agora sob comando tupiniquim. Já com mais experiência de solapar o ânimo, principalmente do escalão de praças, contando com o entusiasmo do cabo Anselmo e outros companheiros seus para subverter a ordem e a hierarquia militares. Mesmo vencidos em seus nefastos propósitos, não desistiram. A partir de 1968, desencadearam uma ofensiva traiçoeira e covarde, onde a subversão vicejou com o ânimo de gente treinada em Cuba e na China.

A guerrilha urbana instalou-se no país. Assassinatos de brasileiros, e estudantes estrangeiros de Escolas Militares, seqüestros de diplomata executados por traidores que hoje ocupam cargos de primeiro escalão. O tempo passou, os subversivos foram ampla e irrestritamente anistiados. Mas, os brios estavam feridos. Precisavam de alguma maneira, comprometer a coesão das Forças Militares e mais, minar o conceito que as mesmas gozavam na opinião pública. Os militares, honrando o pacto que ofereciam, voltam para as atividades normais, esperando que o outro lado também respeitasse o acordo.

Mas os derrotados de 1964 e 1968 passaram paulatina, sorrateiramente, através da decadência implantada e estimulada na classe política, a expandir sua doutrina, auxiliado pela imprensa prenhe de “intelectuais” e brasileiros comprometidos com a espúria ideologia. Vinte anos de pregação sistemática ajudados pela até então desconhecida filosofia gramscista foram conquistando terreno, principalmente nas universidades e mesmo sem pejo nenhum, estenderam ao ensino secundário e já preparam espaço no primário.

As siglas partidárias têm em seus quadros uma maioria que só atenta para os zeros acrescentados às suas contas bancárias, em troca de votos necessários aos planos e projetos do governo, que em geral não atendem ao bem comum. Em curto prazo é difícil reverter a emperrada máquina governamental, que só gira para comprar consciências (?) e promover as constantes oníricas e faraônicas viagens do presidente e seus ilustres convidados que lotam novo aerolula. Não está na hora de voltarmos aos idos de 1964 e repetirmos a vitoriosa Batalha de Guararapes para expulsar o invasor? A ordem do dia é: “Desesarilhar Bacamartes”.

Glacy Cassou Domingues