10 de julho de 2026
Economia & Negócios

No 2º dia de greve, 300 são atendidos em posto do INSS

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

O segundo dia de greve do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) resultou na redução de 40% da capacidade de atendimento do posto em Bauru, ontem. Das 500 pessoas que normalmente procuram o órgão por dia, 300 conseguiram solucionar suas demandas. Apenas os casos de segurados previamente agendados e as solicitações de salário-maternidade foram atendidos.

Como anteontem, primeiro dia da paralisação, o horário de funcionamento do órgão foi reduzido em uma hora e 30 minutos, com o fechamento antecipado das 14h para as 11h. Apenas quem compareceu nesse período teve acesso aos serviços da Previdência.

Em Bauru, dos 57 funcionários, 11 estavam parados, sendo um do serviço de receita previdenciária e dez do setor de concessão de benefícios, considerado fundamental para manter o atendimento. Para segunda-feira, a previsão é de ampliação da adesão, de acordo com o gerente-executivo do INSS na cidade, Josué Lopes Moreira. Regina Gonzales, chefe do posto local, afirma que se 60% dos servidores aderirem à greve será impossível manter o atendimento ao público.

A orientação do Sinsprev-SP, sindicato da categoria, é de que os usuários evitem comparecer nos postos a partir de segunda-feira. “A paralisação do atendimento por tempo indeterminado é inevitável”, garante José Aparecido Antunes, diretor da entidade.

Preocupada com a iminência da greve, a auxiliar de serviços gerais Rita de Cássia Moreto, 46 anos, foi ontem ao posto tentar a aprovação de seu pedido de auxílio-doença. Ela está afastada do trabalho desde abril por conta de uma inflamação no tendão do dedo indicador direito. Ela trabalha como auxiliar de serviços gerais e se afastou do emprego desde o início de abril. Ela teme que a greve atrapalhe a análise do seu pedido de benefício.

O porteiro Eleonai Meireles, 73 anos, era um dos segurados que tinham atendimento agendado ontem, quando tentaria revisão da solicitação de auxílio-doença. “Estou afastado por um problema na perna e a empresa em que trabalho quer que eu insista no afastamento, porque não tenho alta médica”, conta o trabalhador.

Assim como Moreto e Meireles, muitos segurados temem, com a greve, demora ainda maior no andamento dos processos de solicitação de benefícios. Os funcionários do INSS reivindicam 18% de reposição salarial emergencial e recomposição das perdas salariais a partir de 2005.

Em Jaú, a adesão ao movimento começou ontem. De 40 funcionários, 16 aderiram à paralisação. Eles atenderam 450 pessoas que procuraram a unidade daquela cidade.