09 de julho de 2026
Polícia

Cheque roubado lesa um por semana

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A venda de um filhote de pit bull virou caso de polícia porque o animal foi comprado com cheque roubado, crime que lesa pelo menos uma pessoa por semana em Bauru. Arcam com o prejuízo desde comerciantes até cidadãos que eventualmente negociam objetos domésticos e serviços.

Estão sujeitos ao delito inclusive os que se cercam de cuidados para afugentar os estelionatários, como é o caso da criadora Solange Ribeiro Sene. Há uma semana, ela vendeu o cão, após receber a ligação de uma mulher informando que gostaria de presentear o filho com o animal.

No dia seguinte, a mesma pessoa a procurou para comunicá-la sobre a visita do rapaz, que gostaria de conhecer o cachorro. “Ele veio com uma moça, de Biz (motocicleta). Olhou os filhotes e pegou uma cadela vacinada. Assinou o contrato e deu o cheque preenchido (pela suposta mãe) no valor exato”, conta Solange. Por precaução, sem que o cliente percebesse, ela anotou a placa do veículo.

No início da semana, ao confirmar junto ao banco a validade da ordem de pagamento, soube que o cheque era roubado. Solange comunicou a Polícia Militar e registrou boletim de ocorrência. Alguns dias depois, a motocicleta foi identificada, assim como o rapaz que teria comprado o filhote de pit bull. O caso está sendo investigado pelo 1.º Distrito Policial, onde foi instaurado inquérito. Há suspeitas de que a mesma pessoa tenha “no currículo” outras vítimas.

“Uma dica (para não cair no golpe) é evitar fazer negócios com cheque fora do horário comercial. Em média, registramos dois (casos da mesma natureza) por mês (na área no 1º DP, que concentra bairros da região oeste e noroeste de Bauru)”, informa o titular da delegacia, Ronaldo Divino.

A incidência do crime é maior no 3.º DP, que abrange a região central e a zona sul, área de concentração de lojas. “Pelo menos uma vez por semana (há registro). Às vezes, o talonário é deixado dentro do carro, que é arrombado, ou em casa, invadida. Em alguns casos, a pessoa de boa-fé não tem tempo de sustar o cheque. O ideal é não deixar talonário em local exposto”, orienta o titular do 3.º DP, Marcelo Haddad.

De acordo com ele, se localizado, o estelionatário está sujeito a pena de um a cinco anos de reclusão.