Esta discussão em volta do fechamento ou não de dois prontos-socorros está tirando o sossego e a tranqüilidade de nós, povo de Bauru.
Ninguém se prontifica, contudo, a fazer o “mea culpa” e entender que, se Bauru está neste buraco, inclusive na saúde, é fruto de anos e anos e anos de negligência de nossa parte, a própria população. Nós temos mania de achar que nosso voto é o único ato político que praticamos e, depois, sentamos e esperamos que venham os benefícios de mão beijada.
A Constituição Federal menciona que a segurança é um dever do Estado e é também um direito e responsabilidade de todos. Isto pode ser estendido para os demais ramos da administração pública: a cada “direito” corresponde uma “obrigação”.
E o que temos feito, nós, população, para assumir nossa cota de responsabilidade? Será que não somos os culpados? Afinal, Bauru se encontra em uma situação de dar dó: toda suja, enlameada, mato alto, ruas mal cuidadas. Os motoristas são mal-educados, não respeitam sinalização, a grosseria impera e a violência é o fruto disto tudo.
E misturando tudo em um mesmo liquidificador, temos o caldo do que nós mesmos trituramos ao longo dos anos.
Está na hora de darmos um voto de credibilidade ao homem que colocamos no Executivo. Se criticarmos desmedidamente todos os atos, estaremos mais uma vez arrebentando o prato em que comemos. Isto já foi feito com o Nilson Costa e Bauru só perdeu. Será que vamos novamente aceitar o mesmo erro?
De minha parte, eu prefiro um pronto-socorro central onde eu seja atendida, se precisar, com eficiência, do que diversos “pseudo” atendimentos emergenciais onde eu possa ser encaminhada para morrer por falta de recursos humanos e materiais.
Aliás, a população precisa entender que o pronto-socorro não é para curar febre nem dor de dente. O que precisa é, talvez, de uma campanha de esclarecimento!
Andréa Didier Negreiros