09 de julho de 2026
Regional

Penitenciárias sustentam a criminalidade em Pirajuí

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Apesar de ostentar um índice de desemprego baixo e possuir 30 mil habitantes, Pirajuí (a 58 quilômetros de Bauru) apresenta algumas características típicas de cidades que possuem penitenciárias em seu perímetro urbano. Há tráfico de drogas e em função disso registra outros crimes.

No levantamento feito pela Unesco, foram registrados em 2003 8,2 homicídios por 100 mil habitantes. A delegada titular Rosimeire Bárbara frisa que em função das penitenciárias ocorre o êxodo das famílias. “A cidade acaba abrigando a família do preso. Eles chegam e para sobreviver praticam crimes. Aqueles que se livram da prisão ficam por aqui. Isso alimenta a criminalidade.”

Se a penitenciária tem esse lado negativo, é também um grande gerador de empregos, enfatiza a delegada. “Grande parte dos moradores trabalha diretamente na penitenciária.”

A presença dos presídios e da família dos presos fez surgir na pacata Pirajuí o tráfico e uso de maconha. “Sob efeito de droga, os usuários praticam crimes.”

As mortes resultantes da violência no trânsito ficam por conta da rodovia Marechal Rondon. “A rodovia passa muito perto da cidade”, avalia.