10 de julho de 2026
Dia dos Namorados 2005

Os teens adoram namorar!

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 5 min

Ficar tem sido o verbo preferido da galera de hoje. Mas nem por isso o namoro caiu em desuso. Ter uma pessoa querida sempre por perto ainda faz parte da vida dos adolescentes e continua em alta na preferência da moçada.

É claro que as coisas hoje começam de um jeito diferente. Por exemplo, a ordem das coisas se inverteram. Primeiro vem o beijo, depois, se tudo der certo, a relação é oficializada. Mas nem por isso o encanto ficou fora de moda.

É o que mostra o casal Thalles Pitta de Almeida Tamarozzi, 16 anos, e Isabella Desan Merli, 15 anos. Apesar da pouca idade, eles já namoram há um ano e sete meses. E tudo começou pela persistência do menino. Como Isabella ainda não havia dado o primeiro beijo, ela tinha vergonha de ficar. “Para ela ver que eu estava realmente a fim dela, já disse logo de cara que queria namorar”, conta Thalles.

Tímida, Isabella salienta que já tinha notado o interesse do amigo, mas ainda não gostava dele para namorar. Mesmo assim, ela decidiu iniciar a relação e, três meses depois, descobriu que também era apaixonada por ele.

Hoje a relação é bem séria. Tanto é que eles conhecem a família um do outro e namoram em casa. “A Isabella não gosta muito de sair.

Às vezes, a gente vai a uma pizzaria, mas passamos mais tempo em casa mesmo”, conta.

Tudo começou na festa

Eles estudavam na mesma sala. Durante um ano e meio, o lance era só amizade. Foi numa festa que tudo mudou. “Ele me pegou de surpresa”, conta a estudante Zulmira Ribeiro Martins, 17 anos, se referindo a Fábio Teixeira de Jesus, 17 anos, que era seu colega de classe.

Ela diz que não desconfiava das intenções de Fábio, mas adorou a iniciativa. “Já comecei a curtir a idéia de namorá-lo na mesma hora em que estávamos ficando pela primeira vez”, destaca.

Eles estão juntos há 10 meses e contam que só começaram a usar a palavra “namoro” para definir a relação duas semanas depois do primeiro beijo. “A gente vai ficando e, se rolar, vira namoro”, diz o garoto.

Fábio e Zulmira também costumam curtir os momentos a sós em casa. Ou então vão a barzinhos, restaurantes, cinema... O importante é transformar as horas que passam juntos em momentos de carinho e dedicação.

De repente, o amor...

Para o casal Gabriel Rino Conca e Nádia Amorim Machado, ambos de 17 anos, o amor também chegou depois da amizade. “A gente era amigo e do nada percebeu que se gostava”, conta o menino.

Nádia diz que a química entre eles começou praticamente no mesmo dia. “Nós saimos juntos para dar uma volta e começamos a notar que havia algo mais do que amizade”, lembra. Eles estão há um mês juntos.

O tempo ainda tem sido de descobertas entre os dois, já que agora é que eles estão podendo conhecer um outro lado da personalidade de cada um. Para Gabriel, para viver as delícias da paixão não precisa estar no auge da adolescência e nem no começo do namoro. “Isso depende mais de cada pessoa. É preciso manter a mente sempre jovem e investir no namoro”, diz

Depoimentos

Só mesmo o destino!

“Nós nos conhecemos na festa junina da USC. Ficamos juntos, mas foi só aquela vez. Passado um bom tempo, a gente se reencontrou e voltou a encontrar. Foi uma coincidência. Fomos estudar na mesma faculdade, na mesma sala de aula. Ficamos de rolo por um tempo, até assumir o namoro de vez. Estamos há dois anos e três meses juntos e procuramos sempre manter o relacionamento vivo, animado. O segredo é um respeitar a individualidade do outro, sair bastante, curtir cada momento que passamos juntos, seja em baladas ou em casa, assistindo um filminho no DVD.”

Daniele Sanches Ferreira, 24 anos, e Gustavo Moura Leite, 22 anos

Foundue e lareira

“Tenho 22 anos e meu namorado 25. Nos conhecemos num baile de formatura de uma menina que morava na república comigo, em novembro de 2001. Ele tinha um amigo que namorava uma amiga da minha amiga. No baile ficamos nos olhando o tempo todo, mas claro que eu não cheguei nele. Fiquei esperando que ele viesse até a mim, e não deu outra. Também, com tantas olhares que eu disparava pra ele!! Muito tímido, pediu pra um amigo conversar comigo antes e, depois, ele veio (não me esqueço, estava lindo!). No final da noite ele pediu meu telefone. Era sábado, na segunda ele me ligou, nem acreditei... Na época tinha acabado de terminar um namoro, estava superdesencanada de namorar de novo, mas com o tempo comecei gostar do rapaz que abria a porta do carro e usava de olhares profundos para me conquistar (sim! ele abre a porta do carro até hoje!).

Ficamos enrolado uns três meses e, depois do Carnaval (claro, né? Tudo no Brasil só anda depois do Carnaval) ele me disse que queria ter “uma conversa séria”. Começamos a namorar. No final daquele ano, ele se formou e voltou para São Bernardo do Campo. Fiquei com medo no começo. Um dia ele me mandou um cartão que dizia: “A distância não é páreo para o nosso amor”. Hoje vejo que sim, a distância não atrapalhou nosso namoro, ao contrário, fortaleceu ainda mais a nossa relação. Curtimos momentos simples, procuramos cultivar o romantismo. Todo ano deixamos de trocar alguns presentes para guardar a grana e fazer uma viagem especial no inverno, com direito a lareira, vinho e fondue. Conversamos muito sobre todos os assuntos, mas principalmente, sobre nós. Saber ouvir e se colocar no lugar do outro é muito importante, mas o que nós dois acreditamos, acima de tudo, é que a amizade é a base para um relacionamento dar certo. Estamos juntos há 3 anos e 3 meses e somos muito felizes juntos.”

Mileni Kazedani Gonçalves e Alexandre