José Dias e Maria José
Bodas de ouro. Cinqüenta anos de casado e o mesmo carinho e dedicação do começo. Só que agora acrescidos de compreensão, companheirismo e amizade. É assim que muitos casais que já alcançaram esta marca histórica na vida a dois se comportam.
Os aposentados José Dias Ferraz e Maria José de Oliveira Ferraz já somam 53 anos de casado e ainda cultivam os gestos carinhosos e o bom relacionamento. “Nós temos muitas coisas em comum e isso nos une ainda mais”, destaca José.
Maria José vai além e explica que o segredo para uma relação durar tanto tempo é manter a confiança e a compreensão. “A gente procura não magoar um ao outro, mas, se percebe que uma palavra pode causar desconforto no companheiro, o melhor é pedir desculpa e evitar comentários. O bom é viver bem”, salienta.
Outro ponto ressaltado pelo casal é que eles nunca ficam calados entre si. Quando sai uma rusguinha entre eles, tudo é consertado com uma boa conversa. Durante os quatro anos de namoro, o casal se viu apenas 45 dias, segundo as contas de Maria José. Isso porque ele morou no Paraná a trabalho durante um bom tempo, até retornar para São Carlos. Ela morava em Jaboticabal.
O relacionamento foi mantido através de correspondências e muito amor.
Hoje eles têm seis filhos e sete netos. Como estão aposentados, curtem a vida viajando bastante e freqüentando a turma da terceira idade do Serviço Social do Comércio (Sesc).
Laiz e Luiz
Até no nome eles se parecem. O casal Laiz Franco Barbosa e Luiz Gonzaga Santos Barbosa é apontado pelos colegas da Universidade Aberta à Terceira Idade (Uati) da Universidade do Sagrado Coração (USC) como muito unidos e um exemplo de dedicação e carinho.
Eles são casados há 56 anos e têm uma história de vida muito bonita. Até hoje são dois namorados apaixonados. E pensar que tudo começou num batizado...
Laiz morava em Bauru. Luiz, no Rio de Janeiro. Eles nem sonhavam com a existência um do outro. Em 1948, foram convidados para ser padrinhos de um bebê, ela pela mãe da criança, ele pelo pai. No dia anterior ao evento, eles foram apresentados e a empatia foi total. Luiz, que tinha vindo para ficar três dias, passou uma semana na cidade e saiu daqui encantado pela menina doce e alegre que conheceu.
Tamanha distância não foi suficiente para esfriar o romance. Os dois passaram a trocar cartas quase que diariamente (Laiz tem todas as cartas guardadas – detalhe: numeradas!) e a telefonar sempre que era possível. Quem não gostou muito disso foi o pai da moça, que era severo e ficou ressabiado por não conhecer o rapaz que conquistou o coração de sua menina.
Passados alguns meses do início do namoro, Luiz voltou a Bauru e eles ficaram noivos. Em fevereiro de 1949, casaram-se e foram morar no Rio de Janeiro. Ficaram cinco anos lá e, depois disso, voltaram para o Estado de São Paulo, fixando residência em várias cidades.
Hoje vivem em Bauru, cidade onde têm muitos familiares. “É o nosso porto seguro”, diz Laiz.
Ela destaca que a felicidade a dois não se consegue a não ser com doação, tolerância e amor. “As pessoas são diferentes, cada uma tem o seu jeito. Por isso, é necessário manter a paz, o carinho, o amor e a compreensão entre o casal”, frisa.