As estatísticas da Polícia Militar (PM) confirmam que, nos últimos meses, as quadras 14 e 15 da avenida Getúlio Vargas têm sido palco de diversas ocorrências policiais. Somente este ano, foram nove casos registrados pela PM, entre eles desacato, resistência, perturbação de sossego, furto, infração de trânsito e lesão corporal. Todos eles ocorreram no final da noite ou durante a madrugada.
Na semana passada, dois carros que estavam na garagem de uma residência da quadra 12 da rua Aviador José de Barros Silva, nas proximidades da avenida Getúlio Vargas, foram apedrejados. O secretário do Conseg Centro-Sul, Pellegrino Bacci, confirmou em recente entrevista ao JC que as reclamações sobre o local têm sido freqüentes nos últimos quatro meses e que o conselho já solicitou à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) a ampliação da área de proibição de estacionamento na avenida Getúlio Vargas - atualmente a proibição vale apenas para as quadras 9 a 13 - até a praça da Copaíba. Entretanto, a Emdurb ainda não se posicionou sobre o assunto.
Entretanto, os problemas não se restringem somente às quadras 14 e 15 da avenida. Exemplo disso é que, na madrugada do último sábado, a residência do casal bauruense Eliana Silva do Nascimento e Mário do Nascimento, moradores há 14 anos na quadra 18 da Getúlio Vargas, tornou-se alvo da ação de vândalos.
A casa deles teve as duas câmeras de segurança, instaladas há cerca de quatro meses na área frontal, depredadas, sendo uma delas até arrancada. Além do prejuízo - a colocação dos equipamentos custou cerca de R$ 4 mil -, o casal reclama da sensação de insegurança e revolta-se contra a bagunça provocada pelos freqüentadores da avenida. “Os atos de vandalismo não estão concentrados nas quadras 14 e 15. É geral na avenida, pois além de nossas câmeras, conhecemos vizinhos que tiveram lâmpadas arrebentadas e pedras jogadas nos telhados”, sustenta Eliana.
Já o marido protesta que muitos quebram garrafas, portões e lixeiras existentes na avenida e considera que grande parte dos problemas nas imediações de sua residência são oriundos das baias de estacionamento. “Tinha de proibir o estacionamento tanto na área central quanto os dois lados da rua. O pessoal fica parado ali bebendo, com som alto e fazendo os mais diversos tipos de arruaças. Desde que os veículos começaram a parar por ali, só tivemos transtornos e nossa tranqüilidade acabou”, critica Mário.
Em sua opinião, a Getúlio Vargas deveria tornar-se uma via expressa como a Nações Unidas. “Assim a PM não precisaria ficar deslocando seu efetivo para ficar atrás de baderneiros”, conclui o morador.