A partir desta semana, todos os galhos resultantes de poda feita nas árvores de Bauru pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) serão transformados em resíduo para compostagem. O processo, simples e barato, está sendo realizado no Viveiro Municipal, da Secretaria do Meio Ambiente (Semma), segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.
A compostagem poderá ser usada nos jardins de praças e escolas atendidas pela secretaria, portanto, a parceria resultará em economia para a CPFL e em material de trabalho para a Semma. Segundo explica o titular da Semma, Carlos Barbieri, o período propício para a poda de árvores começa agora e segue até outubro.
De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o material resultante das podas também poderá ser solicitado por entidades sociais, hortas comunitárias e associações de produtores rurais, por meio de ofícios encaminhados para a Secretaria do Meio Ambiente.
O processo é realizado por uma máquina que tritura galhos de até 40 cm de diâmetro. O volume de trabalho nessa época do ano chega a encher seis caminhões por dia, com até quatro pessoas operando o triturador. O resíduo é depositado no solo e recebe sol e água por aproximadamente 60 dias. Ao se decompor, transforma-se em adubo rico em nutrientes.
Segundo a prefeitura municipal, o trabalho de poda de galhos não era feito na cidade pela CPFL há mais de um ano. A retomada deve-se à parceria firmada com a Semma. Antes da parceria, os galhos cortados pela CPFL para limpar o caminho da fiação elétrica nas ruas eram levados ao aterro sanitário municipal, que funciona como depósito do lixo produzido na cidade.
Ainda de acordo com informações da assessoria de imprensa da prefeitura, nos próximos dias a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que também possui um triturador de galhos, pretende disponibilizar a máquina no Viveiro Municipal. Os galhos recolhidos pela autarquia também serão levados ao viveiro para serem transformados em adubo orgânico.
De acordo com Barbieri, a Semma tem recebido cerca de 22 pedidos por dia para a poda de árvores. A expectativa é de que, a partir de julho (época de pico), essa média suba para 40 por dia. O titular da Semma explica que o período ideal para efetuar o corte dos galhos é agora, entre o outono e o inverno. As plantas ficam numa espécie de dormência, sem produzir brotos.
Para fazer a poda, é preciso pedir autorização à Semma, que envia um técnico para avaliar o caso. O serviço de corte deverá ser feito por um profissional contratado pelo munícipe. Barbieri orienta para que se tenha cuidado ao contratar o serviço, já que existem muitas pessoas inexperientes no ramo. A poda irregular gera multa de R$ 500,00 ao munícipe.
“Existem vários tipos de poda. A única que pode ser feita sem autorização da prefeitura é a de manutenção, que não resulta na retirada de muitos galhos e folhas. Para todas as outras, é preciso autorização, como a poda drástica e a substituição de árvore”, explica.
É o caso de Maria Helena Galvão de Andrade, que reside no Redentor. Nesta segunda-feira ela registrou, na prefeitura, o pedido de autorização para substituir a árvore que fica em frente à sua casa. “Ela é muito grande e à noite fica cheia de morcegos. A raiz também cresceu muito e já destruiu minha calçada três vezes. Uma vez, durante uma tempestade, um galho enorme caiu sobre o telhado e eu tive que chamar o Corpo de Bombeiros.”
Segundo levantamento feito pela Semma a pedido do JC, de janeiro até anteontem foram aplicadas 60 multas por poda drástica, 16 por anelamento (corte da casca da árvore), 21 por corte irregular, 11 por replantio não efetuado e uma por dano causado à árvore. A Semma recebe denúncias de poda irregular de árvores pelo telefone (14) 3235-1037.