Os 60 trabalhadores que tocavam as obras da Escola Municipal de Educação Fundamental (Emef) Waldomiro Fantini, no Parque Santa Cândida, cruzaram os braços ontem à tarde em protesto ao não-recebimento dos salários que deveriam ter sido pagos na terça-feira da semana passada, segundo informa o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.
De acordo com o diretor do sindicato Aloísio Costa, a intenção dos funcionários contratados pela construtora Lopes Perissato é continuar de braços cruzados até a regularização do problema. A empresa alega que o pagamento ainda não foi efetuado porque a Prefeitura de Bauru não teria feito o repasse de recursos.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a prefeitura informa que o cronograma de pagamento está em dia. “No último dia 7, a empresa emitiu uma nota fiscal no valor de R$ 142.685,00. A Secretaria de Obras fez a medição da obra (8.ª medição) e atestou a execução dos serviços no dia 10 de junho, quando a nota foi encaminhada para a Secretaria de Finanças”, consta na nota.
Ainda segundo a assessoria, há uma cláusula no contrato estabelecendo que a prefeitura tem até o 10.º dia útil, a contar da liberação da Secretaria de Obras, para efetuar o pagamento à construtora. “A prefeitura vai acompanhar a solução que a empreiteira vai adotar porque outra cláusula do contrato estabelece um tempo limite de paralisação da obra de três dias”, diz a assessoria.
Por meio de seu departamento pessoal, a construtora, com sede em Penápolis (SP), informa que não tem caixa para cobrir o atraso do repasse da prefeitura e que entregou as cestas básicas antes do prazo. Em contato com o município, a empresa teria recebido a informação de que o pagamento será feito até a próxima segunda-feira. “Até lá, como ficam os trabalhadores? Eles não podem depender do repasse”, questiona Costa, do sindicato.