09 de julho de 2026
Bairros

Ibama vai vistoriar poço do Pq. União

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Após cerca de dez anos abandonado, o bosque situado no Parque União atualmente mobiliza a atenção inclusive do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ainda nesta semana, uma equipe técnica do órgão deve vistoriar o local, que esconde duas cavernas no interior do poço, onde três pessoas morreram afogadas.

O interesse foi despertado justamente pelas cavidades subterrâneas. Se reconhecidas pelo Ibama, elas constarão como patrimônio brasileiro. De acordo com decreto federal e portaria do órgão, cavernas são bens da União e devem ser protegidas.

“Vamos fazer uma vistoria na região, verificar a segurança e tirar fotos para dar seqüência (ao processo)”, explica o coordenador estadual do núcleo de cavernas do instituto, Fernando Scavassin.

Ele virá a Bauru acompanhado por um geólogo com formação em hidrogeologia. Numa segunda etapa, mergulhadores devem implementar o relatório. Até que a análise esteja concluída, as cavidades devem ser preservadas. Portanto, a proposta de aterrar o poço será, no mínimo, adiada.

Mapeamento

Após mapeamento no local, o Corpo de Bombeiros recomendou à administração municipal que jogue cascalhos e pedras para assorear o poço. Também sugeriu o desvio da água da mina, por meio de canalização. As medidas foram recomendadas em resposta aos acidentes fatais registrados no local. O último ocorreu no final de abril. Por causa da ocorrência, a corporação também promoveu vistoria do bosque, quando identificou as duas cavernas no poço.

O afogamento também levou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) a solicitar a doação de pedras, que seriam dispostas no fundo do poço - cuja profundidade seria diminuída. Mas a iniciativa está suspensa até a conclusão do estudo realizado pelo Ibama, informa o titular da pasta, Carlos Barbieri. Ele foi procurado por empresa especializada em mergulho, interessada em explorar a atividade no poço.

No entanto, o viés turístico também dependerá de relatório e aprovação do Ibama, além de um estudo do impacto ambiental. Mas nada impede que a Semma cerque com alambrado toda a extensão do bosque (inclusive o poço) para garantir segurança aos usuários.

A iniciativa evitará novos acidentes e protegerá o local que, segundo os moradores, é utilizado para o consumo de entorpecentes, prostituição, como esconderijo de objetos furtados e depósito de material em decomposição.

Quando o projeto da Semma for executado integralmente, a área também será contemplada com trilhas para caminhada.