• Indigestão
O vereador João Parreira de Miranda (PSDB) não engoliu as críticas feitas por tucanos descontentes com o bom relacionamento firmado entre ele e o prefeito Tuga Angerami (PDT). Ontem, o parlamentar voltou a afirmar que a eleição terminou no segundo turno e que, nesse momento, os poderes Executivo e Legislativo devem dividir as responsabilidades para ajudar a cidade a prosperar.
• Roupa suja
Os tucanos do grupo pró-Caio Coube, por sua vez, querem que as divergências de opinião sejam tratadas dentro do partido e não na tribuna da Câmara Municipal, como Parreira fez na última segunda-feira. A disputa entre as correntes do PSDB promete novos rounds nas próximas semanas.
• Poupatempo
O vereador Marcelo Borges (PSDB) está organizando uma caravana de vereadores e lideranças municipais para visitar o Poupatempo de São Bernardo do Campo. A intenção é verificar como a unidade funciona e quais os serviços que poderão ser oferecidos em Bauru, a partir do segundo semestre do próximo ano.
• Julgamento
A Câmara Municipal de Bauru irá julgar hoje, às 14h, as contas do ex-prefeito Nilson Costa referentes a 2001. Os gastos do exercício foram rejeitados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), que apontou irregularidades nas despesas de gestão orçamentária e aplicação de recursos na educação, entre outros problemas. Nilson precisa de dois terços dos votos para derrubar o relatório.
• Fatos passados
A liminar concedida em Santa Cruz do Rio Pardo, que praticamente susta os efeitos de eventual tentativa da Câmara de se cassar o mandato do prefeito atual, Adilson Donizeti Mira, por fato que aconteceu em outro mandato, mostra que CPI pode servir apenas como instrumento de investigação para embasar futura ação judicial. Somente o Judiciário pode desempenhar a função de punir por um fato ocorrido em outro mandato e não o Legislativo.
• Situação local
Exatamente por esta razão é que passou a ser em vão a tentativa levantada no início desta gestão de se punir vereadores por fatos ocorridos na gestão passada (viagens com suspeita de irregularidade). O que muito pouca gente percebeu é que o afastamento, neste caso, teria que vir através de provocação do Judiciário pela Promotoria. Neste caso, sim, os parlamentares reeleitos correm o risco até de ser afastados se a Justiça assim decidir.
• Grade única
O Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) considera a produtividade uma conquista histórica dos servidores do DAE e direito adquirido. De outro lado, a entidade é contra a separação de grade salarial entre a autarquia e a prefeitura, por considerar que todos os servidores precisam ter o piso elevado.
• Sem disparidade
Enquanto isso não é possível, o DAE se vale da produtividade como forma de garantir ganhos melhores aos seus servidores. Agora, pagar produtividade para cargo onde não há como medir e sequer existe meta é algo que não convence. Porém, vale lembrar o que foi dito em matéria na edição de ontem: não há disparidades entre o que ganha o servidor médio do DAE e a realidade do mercado.