09 de julho de 2026
Geral

Rodrigues de Abreu protesta e Diretoria descarta fechamento

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Com cartazes e palavras de ordem, cerca de 300 pessoas entre alunos, professores e funcionários da escola estadual Rodrigues de Abreu, em Bauru, saíram às ruas ontem pela manhã para protestar contra o fechamento da unidade e a instalação de uma escola técnica do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza no prédio, que fica na esquina da rua Virgílio Malta com a avenida Duque de Caxias. À tarde, seis entidades de classes se reuniram e decidiram fazer novo protesto, hoje, pelo não-fechamento da escola. Do outro lado, a Diretoria Regional de Ensino (DER) garante a manutenção das turmas que hoje estudam no Rodrigues de Abreu e afirma que a escola técnica só trará benefícios.

“Será um ganho para a escola Rodrigues de Abreu, que não vai fechar e ainda passará a ter curso técnico”, declara Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá, dirigente regional de Ensino. Ela explica, que a princípio, cogitou-se o remanejamento dos estudantes do Rodrigues de Abreu para o Ernesto Monte, mas verificou-se que não será preciso. “O Rodrigues de Abreu, que à tarde não tem nenhuma turma em aula, vai ceder espaço para a escola técnica, que também não será implantada de imediato. Antes, é preciso firmar convênios com a prefeitura e empresas para o estágio dos alunos”, explica a dirigente de ensino.

A instalação da escola técnica em Bauru, no Rodrigues de Abreu, foi anunciada na semana passada pelo deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). Na ocasião, ele informou que ainda não estão definidos os cursos que serão oferecidos e a data de início das atividades. Mas na reunião realizada ontem à tarde no Rodrigues de Abreu, entre representantes das entidades e a direção da escola, o clima era de total contrariedade à utilização do prédio para a escola técnica.

Para representantes do Sindicato dos Professores da Rede Oficial de Ensino (Apeoesp), do Centro do Professorado Paulista (CPP), do Sindicato dos Especialistas do Magistério (Udemo), da Associação dos Funcionários da Educação (Afuse), do Sindicato da Saúde (SindiSaúde), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e para a diretora da escola, Ivete Rosa Pellegrino, há risco sim da escola Rodrigues de Abreu fechar para dar lugar à escola técnica.

Novas ações

Pela manutenção da escola estadual, que atualmente tem 1.099 alunos de 6.ª série a ensino médio, incluindo 15 turmas de educação supletiva, as seis entidades decidiram três ações: fazer uma passeata hoje, às 10h, até a prefeitura; convocar o deputado Pedro Tobias para uma reunião na escola amanhã e fazer uma mobilização na sessão da Câmara Municipal, na segunda-feira.

Em nome do grupo, Marilene Carvalho Rocha, dirigente estadual da Apeoesp, explica que a preocupação deles é com a possibilidade de demissão de professores e a locomoção dos alunos caso as turmas sejam remanejadas para outra escola para ceder espaço à escola técnica.

À noite, os alunos participaram de novo protesto nas imediações da escola. Fábio, que preferiu não ter seu sobrenome divulgado, aluno do ensino médio, reforça o coro. “A única informação que temos é que a escola pode fechar e somos contra isso”, afirma.