09 de julho de 2026
Geral

'Escola técnica é reivindicação antiga'

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

No meio de manifestações contrárias à instalação em Bauru de uma escola técnica do Centro Paula Souza no prédio do Rodrigues de Abreu, a dirigente regional de Ensino, Nilce Jarussi Gomes de Sá, ressalta que trata-se de uma reivindicação antiga da cidade.

“Bauru não tem cursos técnicos estadual e agora há esta possibilidade. O governo autorizou e não podemos perdê-la”, frisa.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), que trabalhou para a autorização da escola técnica em Bauru, mostrou indignação, ao ser informado, pela reportagem, dos protestos contrários à unidade Paula Souza na cidade. “Quem é contra? É meia dúzia, que não sabe direito o que é a escola”, frisa.

Tobias já havia anunciado que a diretoria regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) irá participar do processo de seleção dos cursos que serão implantados em Bauru. O Centro Paula Souza foi criado em outubro de 1969 e administra 108 escolas técnicas estaduais que atendem mais de 90 mil alunos. Seus cursos são voltados para os setores industrial, agropecuário e de serviços. Em Bauru, a unidade anunciada ontem será a primeira coordenada pelo órgão.

A dirigente regional de ensino explica que o Rodrigues de Abreu foi escolhido para abrigar a escola técnica por sua localização e clientela atendida. “É uma escola de fácil acesso à toda a cidade por ficar na área central. E, por atender turmas de supletivo, a tendência é, a cada ano, reduzir mais o número de alunos. Ensino supletivo é uma demanda reprimida que temos, mas que vai acabar”, completa.

Procurada pela reportagem, a escola Ernesto Monte, que fica a poucas quadras do Rodrigues de Abreu, informou que teria espaço para atender mais alunos caso haja necessidade. Atualmente, a unidade tem 982 alunos, mas a capacidade é para até 3 mil, conta Sueli Freitas, professora readaptada do Ernesto Monte.