O governo Lula criou 1 milhão de empregos novos; em 2001, existiam na Previdência Social 400 mil pessoas em auxílio-doença, e esse número foi para 1,4 milhão em 2004, e, se for feito um levantamento, a grande maioria é formada por desempregados que passaram a receber esse benefício em geral por doença subjetiva como depressão, lombalgia e tenossinovite. E é muito fácil conseguir um atestado médico com um psiquiatra ou um ortopedista, basta pagar uma consulta particular. Isso porque o INSS não é ruim como se fala, pelo contrário, é uma grande mãe.
Várias pessoas começam a recolher a Previdência já em idade avançada, acima dos 55 anos, e após adquirirem a qualidade de segurado adentram no INSS com pedido de auxílio-doença com essas doenças acima citadas, e se já foram seguradas no passado basta recolher por quatro meses, e já adquirem esse direito. Outro agravante é que podem pagar sobre qualquer valor, e assim receber mais do que quando realmente trabalhavam. Isso porque na lei o benefício é calculado sobre os maiores salários e muitos recebem mais doentes do que trabalhando, nunca querem ficar curados.
Recentemente foram anunciadas algumas medidas para tentar coibir esse enorme rombo, mas a política foi contra e nada mais se falou sobre essas mudanças. Pessoas sabem de vizinhos ou conhecidos que simulam estar doentes com depressão para receber auxílio-doença, mas não denunciam, preferem também se utilizar da mesma prática. Hoje não aconselharia um jovem saudável a pagar o INSS, pois ele não vai se beneficiar no futuro ou porque o INSS vai falir, apesar de tudo que é arrecadado, ou então ele deve esperar quando estiver velho ou se ficar doente para começar a pagar. Penso que a mídia deveria prestar mais atenção nesses fatos, pois a Previdência deveria ser para todos.
Joaquim José da Silva - RG 3.587.452