08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Noroeste, BAC, que saudade


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Mudei-me de Bauru no dia 13 de julho de 1966, deixando choroso a casa geminada da rua Gustavo Maciel 19-36... Ainda viviam o Baquinho, com seu eterno técnico Balbino Simões, e no Norusca ainda ecoavam as defesas de Navarro (ou do Julião, nem sei, a memória falha). Leal já tinha ido jogar no São Paulo, acho que o Nicolinha estava vereador, Nuno de Assis ou Irineu Bastos, um dos dois, era o prefeito, o correio ainda estava no prédio velho... Anos antes, criança ainda, assistira ao incêndio que, na Quintino Bocaiúva, havia destruído o campo velho; da tragédia e da superação, veio o Estádio Ubaldo Medeiros, agora Alfredo de Castilho.

Que coisa boa é ver o Noroeste voltar, com uma linda vitória. Meu avô Toninho, o Silva Gordo da rua Gustavo Maciel, deve estar acendendo seu fumo goiano, picado e moido fino, em um canto do céu, sorrindo, vestindo seu melhor terno branco, calçando as botinas de couro de búfalo feitas na selaria da Primeiro de Agosto, quarteirão 2, ou quarteirão 3, lado esquerdo, sentido estação da NOB... Que saudade que eu tenho! Um abraço, bauruenses, cuidem do Norusca por aí, que eu vou torcer daqui.

Fernando Marchini Dias da Silva - advogado - Santo André