Garça - A maior produtora de café da região de Garça, a fazenda Igurê, investe no segredo do cultivo do café: o manuseio e a mecanização. “Quem não partiu para a mecanização ficou para trás. A mecanização diminui o custo. Uma máquina colheitadeira colhe até 1.200 alqueires por dia. Para fazer o mesmo serviço precisaria, pelo menos 250 funcionários, trabalhando 10 horas por dia”, explica o administrador Sílvio Moreira.
Ele lembra que já houve tempo que a propriedade tinha 600 funcionários. “Hoje, está com 300, no auge da safra. São contratados apenas por dois meses. O café das plantas com até dois anos, a máquina não colhe.”
O administrador ressalta que o proprietário - ele mantém o nome em segredo - aposta no café. “Estamos com 658 alqueires de café plantado. Vamos plantar mais 114 hectares este ano. Nossa produção anual na safra baixa atinge 10 mil sacas. Na alta, chega a 28 mil sacas. Temos um depósito aqui.”
A fazenda Igurê produz café de vários estágios. “O verde, o passa e o cereja, que é o mais valioso no mercado. Em determinados anos, ele atinge até o dobro do preço do outro.”
Ele explica que, para o café chegar no ponto certo, é necessário chegar a 11 de umidade. “Como no terreiro eles não conseguem atingir esse grau de umidade, passam por um secador antes de serem beneficiados.”
Para o administrador, os cafeicultores sofrem com fatores não previsíveis. “No ano passado, mês de maio, deu uma chuva de granizo que danificou as árvores e afetou a produção. Tivemos uma perda em torno de 50%. Este ano, faltou um pouco de chuva no mês de março e isso também prejudicou porque a lavoura era nova.”