11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Comércio exterior compõe a cultura do novo empresário

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ricardo Coube, acredita que o empresariado de Bauru e região tem um novo conceito sobre os negócios com o comércio exterior. “A importação passa a fazer parte da cultura e dos objetivos principais das empresas de Bauru e região”, avalia.

Para ele, no passado, a exportação era encarada quando havia excedentes na produção. “Estamos deixando de ver a exportação naquele processo que se trabalhava o excedente. O foco era sempre voltado para o mercado interno. Isso mudou”, afirma.

Coube acredita que esse perfil é uma tendência nacional. “Se pegarmos a pauta dos produtos exportados em 2004, os industrializados ganharam uma importância grande em função dessa postura empresarial”.

Mas o fantasma da política cambial assusta o diretor do Ciesp. “Se não houver mudanças significativas no câmbio, esse cenário ficará insustentável nos próximos meses. O que há hoje é um enorme sacrifício por parte das empresas para manterem seus contratos. Toda essa estrutura montada para exportação ficará inviabilizada”, prevê.

Ele entende que o governo tem de atuar na política cambial. Coube visualiza uma situação crítica caso a política cambial não se altere.

“Haverá desemprego com a paralisação das exportações. As pessoas têm uma dificuldade de enxergar que na competição mundial não se brinca de entrar e sair. Uma empresa que perde o contrato ou não tem condição de renová-lo para o ano que vem em função do câmbio, abrirá espaço para o competidor de um outro país. E para se retomar esse espaço é extremamente difícil”, analisa.