08 de julho de 2026
Geral

Utilização do prédio da escola Rodrigues de Abreu é polêmica

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Há cerca de 15 dias, o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) anunciou que o governador Geraldo Alckmin havia autorizado uma unidade do Centro Paula Souza para Bauru, que deve funcionar na atual escola estadual Rodrigues de Abreu. Na ocasião, Tobias cogitou a transferência dos alunos que hoje estão estudando na escola para o colégio Ernesto Monte, na mesma região.

A definição dos cursos que serão oferecidos em Bauru ficou a cargo de um acordo entre a instituição e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), para verificar a maior demanda de mão-de-obra da região. A previsão de Tobias é que os cursos comecem a funcionar no próximo ano. Em resposta, entidades de classe da área do magistério, Sindicato da Saúde, Central Única dos Trabalhadores (CUT), professores, alunos e a direção da escola Rodrigues de Abreu fizeram passeata pela cidade contrários ao que chamam de “fechamento da escola”.

A dirigente regional de ensino de Bauru, Vera Nilce Jarussi Gomes de Sá, declarou que a escola Rodrigues de Abreu só tem a ganhar com a instalação de uma unidade do Centro Paula Souza. Ela explica que não será preciso transferir alunos para a instalação da escola técnica porque no prédio há espaço suficiente - no período da tarde o prédio fica vazio.

Além disso, explicou que o prédio foi escolhido em função de sua localização na área central da cidade e que a tendência é reduzir a demanda de alunos da instituição, que atualmente já atende uma maioria de ensino supletivo. Com as manifestações contrárias em Bauru, o prefeito de Agudos, José Carlos Octaviani (PMDB), anunciou que entra na disputa por uma unidade do Centro Paula Souza.