10 de julho de 2026
Geral

Secretaria de Saúde estuda critérios para distribuir pílulas do dia seguinte


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Em reunião ontem, a Secretaria de Saúde começou a estudar critérios de distribuição das pílulas contraceptivas emergenciais, conhecidas como pílulas do dia seguinte. Como o JC publicou na semana passada, o lote de 600 doses da pílula e 500 doses de anticoncepcional injetável está em Bauru. A medicação não foi distribuída por questões técnicas e de segurança para as próprias usuárias, como o próprio prefeito Tuga Angerami (PDT) esclareceu na semana passada.

A secretária da Saúde, Tereza Faifer, adiantou que vai pedir orientações sobre a distribuição ao Ministério da Saúde. A preocupação dos técnicos de saúde é com os efeitos que o medicamento pode provocar se for utilizado de forma inadequada e com freqüência e com o risco de relação sexual sem proteção. “Temos que orientar como a pílula deve ser utilizada sem incentivar o sexo inconseqüente, não só no aspecto da gravidez indesejada, mas também na transmissão de doenças pela não-utilização de camisinha”, diz a secretária da Saúde.

Durante a reunião, os profissionais da saúde definiram alguns pontos que serão trabalhados antes de iniciar a distribuição. Alguns deles são considerados essenciais, como a centralização da distribuição em um serviço ininterrupto (atendimento 24 horas) e com orientação de um ginecologista. Mesmo assim, a usuária terá que assinar um termo de consentimento esclarecido após receber toda a orientação necessária com relação ao método.

Um programa de computador será montado para mapear a freqüência das usuárias. A secretaria quer saber se o método está sendo utilizado como anticoncepção regular e a freqüência da utilização, ou seja, respeitado o sigilo, a secretaria quer saber quem utiliza, como utiliza e se utiliza da forma correta. “Além disso, é preciso inserir essa usuária em um programa de orientação e educação quanto aos cuidados na prática sexual”, acrescenta Faifer.

O número de gestantes adolescentes preocupa os técnicos da rede municipal de saúde e reforça os cuidados na distribuição da pílula do dia seguinte. Em 2004, a rede municipal atendeu 1.300 gestantes. Destas, 367, ou seja, 28,2% eram mulheres com menos de 20 anos, consideradas gestantes adolescentes. A venda indiscriminada da pílula anticoncepcional emergencial em farmácias também preocupa a secretaria.