09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Empresa infeliz (a história do eu)


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A minha fonte de inspiração é o livro “Empresa Feliz”, de Francisco Gomes de Matos. Em contraponto, concluo que, em uma empresa infeliz: O eu atropela o nós; o eu é auto-suficiente, não precisa de ninguém para o sucesso da empresa, basta o eu. O eu não tem tempo a perder com os subordinados; não há porque respeitá-los nem atendê-los; as secretárias que tenham as informações para suas eventuais e sempre incômodas demandas. Os eficientes, os que trabalham pela empresa, não são bons. Os melhores são os que somente bajulam e obedecem o eu.

A área de recursos humanos é denominada por pessoas que, elas sim, necessitam de treinamento. O eu adora, desde que a deferência seja relativa ao eu. A autopromoção do eu é prioritária; a permanente dignificação da empresa é secundária. Apadrinhados do eu têm preferência; profissionais competentes incomodam. Consideração pelos fornecedores, nem pensar; eles que esperem, esperem... pelo eu. Intervir em áreas de competência alheia, sem constrangimentos, é normal. Afinal, o eu é o bom, de tudo entende e entende de tudo. Declarei algumas causas que fazem uma empresa infeliz. Desejo que não haja muitas empresas assim.

Ana Maria Leite Toledo