10 de julho de 2026
Bairros

CDHU deve voltar a cobrar os moradores do Fortunato

Ricardo Santana e Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) anunciou que voltará a cobrar as parcelas mensais das mais de 500 casas do Núcleo Fortunato Rocha Lima, o último projeto de desfavelamento de Bauru.

Carlos Roberto Ladeira, gerente regional da CDHU, informa que a mensalidade cobrada dos moradores era de R$ 16,00. Porém, a cobrança foi suspensa há anos por causa da dificuldade enfrentada pela CDHU para regularizar o empreendimento. Apesar do núcleo ter sido erguido entre 1995 e 1996, somente no último mês de abril a Prefeitura de Bauru anunciou a desapropriação do último lote que compõe o núcleo.

Sem a regularização jurídica dos terrenos, não havia como a CDHU emitir o título de propriedade das casas. Agora, como a regularização fundiária do Fortunato está próxima, Ladeira avisa que a cobrança será retomada.

Foram transferidas para o Fortuanto, há cerca de dez anos, famílias de vários bolsões de pobreza de Bauru, como da Vila Garcia, do Córrego Barreirinho, e São João, numa tentativa de acabar com as favelas. Na época, famílias de favelas extintas e que não conseguiram casas no Fortunato foram transferidas para o Ferradura Mirim.

Antes do Fortunato Rocha Lima, Bauru teve outras duas iniciativas semelhantes: um mutirão ao lado do Núcleo Geisel, e o Núcleo 9 de Julho, próximo ao Parque Jaraguá.