08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Status da corrupção


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“Até tu Brutus?” Frase símbolo da traição, dita por Júlio César, sai das páginas da história para ilustrar um quadro bem recente: os interesses pessoais corrompendo uma entidade. No plano atual, uma forma corrupta de agir vem sendo amplamente discutida: o nepotismo do Congresso Nacional. O assunto pegou fogo quando passou a ser tratado como forma abusiva de poder, já que o atual presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti, incendiou comentários declarando-se explicitamente favorável a cargos públicos endereçados a membros de sua família.

Porém, esse exemplo é simplório perante os praticados pelos ratos da administração nacional. Não satisfeitos em criarem contas em paraísos fiscais, como se diz sobre o “senhor rouba mas faz”, ainda desviam verbas necessárias de cunho social para os bolsos de suas calças importadas. E a lista indica cada vez mais nomes, “coincidentemente”, vários deles indicando uma mesma pessoa. Atrocidades assim já são esperadas em uma sociedade onde até a nata do governo já azedou, apesar da Previdência, Fome Zero e mais de 13 milhões de promessas estarem fervendo na chaleira quente da crítica, pois só assim são comentadas.

Fica claro, então, que é difícil falar em cidadania para o povo acostumado a ser ludibriado. Como ser patriota se os próprios administradores e formadores de opinião refugiam-se no Exterior em busca de status? Espera-se encontrar solução nas novas gerações que ainda não tiveram contato com essa camada envenenada chamada corrupção e assim se possa plantar esperanças de uma democracia verdadeira nunca vista antes. Até Cústenes duvidaria!

Bruna S. Rochel - estudante