11 de julho de 2026
Polícia

Presidente da Febem promete novo diretor para Bauru em 15 dias

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Há 14 dias sem diretor, a situação da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) de Bauru deve mudar dentro de 15 dias. O anúncio foi feito ontem à tarde pela presidente da instituição, Berenice Giannella, em visita à unidade. “Temos alguns nomes em vista, um em especial. Estamos com a expectativa de nos próximos 15 dias definir um novo diretor”, afirmou Giannella. Sem revelar nomes, a presidente adianta que o novo diretor terá que ser alguém capaz de aliar educação e disciplina. “O perfil será de alguém com experiência na área, com um perfil disciplinador e, ao mesmo, tempo de educador. Não se educa sem disciplina”, resume.

A unidade de Bauru trabalha atualmente sob a direção temporária de um funcionário antigo da Febem, Éder Carlos Trindade, desde o último dia 10. Trindade assumiu o cargo logo após o pedido de demissão do então diretor, Jorge Pinholi, que ficou cerca de 40 dias na direção.

Inaugurada em 2002, a unidade da Febem de Bauru tem atualmente 72 internos e trocou sete vezes de diretor. Pela última vez, foi pedida a intervenção na unidade à Febem de São Paulo. Durante este processo, o principal problema identificado foi a falta de disciplina. “Está faltando disciplina e credito todos os problemas (da unidade) à falta de um melhor gerenciamento”, revela a presidente.

Giannella espera que o novo diretor tenha capacidade de liderança para conseguir gerenciar a unidade e os funcionários. “A Febem é como qualquer empresa. Queremos trazer um diretor que consiga liderar equipe. Temos certeza de que, a partir daí, os problemas irão acabar”, afirma Giannella.

Para a presidente, caberá ao novo diretor definir as principais deficiências e levar as reivindicações a São Paulo, para que a presidência possa solucioná-los. Berenice Giannella assumiu a Febem no início do mês, após um período crítico da instituição em todo o Estado, em especial na capital paulista. Como prioridades, além de acalmar a situação, a presidente definiu a implantação do novo projeto pedagógico, que tem como ponto principal a profissionalização. “Queremos fazer uma avaliação dos alunos para classificá-los na série adequada e selecioná-los melhor nas salas de aula. Será dada ênfase na profissionalização”, explica. Para ser implantado em Bauru, o plano aguarda a nomeação do novo diretor.

Enquanto isso, a unidade fica sob responsabilidade do diretor em exercício, Éder Trindade. Apesar do caráter temporário da gestão, em rápida entrevista concedida ontem ao Jornal da Cidade, ele afirma que a situação em Bauru está tranqüila e os trabalhos estão sendo realizados normalmente.

Do início do ano até agora, a Febem de Bauru registrou denúncias de agressões a funcionários e duas rebeliões em menos de 24 horas, entre os dias 15 e 16 do mês passado. A última ocorrência foi no último dia 6, quando os internos protestaram contra o tempo de permanência na unidade. O fato mais grave, porém, ocorreu no mês de fevereiro, quando um interno foi morto por colegas na Unidade de Internação. Foi o primeiro registro de morte na unidade de Bauru.