09 de julho de 2026
Saúde

Inverno aumenta casos de problemas respiratórios

Da Redação
| Tempo de leitura: 5 min

Nem bem o inverno começou e muitas pessoas já estão preocupadas com os problemas respiratórios. De acordo com os especialistas, não é apenas a queda da temperatura que causa doenças, mas os hábitos adotados com a chegada do frio e com a poluição, que fica mais concentrada por causa da redução das chuvas e da menor incidência de ventos.

Durante o inverno, problemas como o estresse e sedentarismo deixam pessoas propensas a doenças respiratórias ainda mais vulneráveis. Crianças e idosos são sempre os mais atingidos pelos males típicos da estação, como bronquite, asma, alergia e com dores como reumatismo e nas articulações, por terem um sistema imunológico mais sensível.

Em média, a procura por atendimento médico sobe 30% nessa época do ano. Com o tempo frio, as pessoas permanecem mais aglomeradas e em ambientes fechados, o que provoca a proliferação de vírus e bactérias. O sistema de defesa do organismo perde a força e é mais facilmente atacado por microorganismos

Levantamento da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que uma entre sete pessoas sofre com problemas respiratórios em todo o mundo, provocados, na maioria dos casos, por epidemias de vírus, poluição e variações de temperatura.

Gripes e resfriados

Nesta época do ano, as gripes e resfriados são as “doenças” mais comuns entre adultos e crianças. O resfriado é causado pelo rinovírus e tem um caráter mais inflamatório, como dor de garganta e coriza. Raramente provoca febre e dores musculares. Já a gripe é causada pelo vírus Influenza e seus sintomas são bem mais fortes do que os observados num resfriado.

Os vírus, propagados pelas gotículas de saliva eliminadas através da tosse ou espirro que permanecem suspensas no ar, penetra no organismo, principalmente pelas mucosas, e produz manifestações intensas como febre alta, dores no corpo, indisposição e obstrução nasal. Nos dois casos, o ciclo da doença não ultrapassa dez dias.

Repouso, alimentação balanceada e ingestão abundante de líquidos são os mais indicados para o tratamento de gipes ou resfriados. Analgésicos e antitérmicos só podem ser administrados sob orientação médica.

Inimiga camuflada

Basta o tempo mudar que lá vêm os espirros, a coriza e o nariz entupido, logo identificados como mais um resfriado provocado pela inversão térmica. Mas se os sintomas não desaparecerem em dez dias, o melhor é procurar um otorrinolaringologista pois, provavelmente, o problema seja rinite alérgica, uma enfermidade que acomete cerca de 20% da população, entre adultos e crianças, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Apesar de assemelhar-se a um estado gripal, a rinite tem mecanismos e causas diferentes. O resfriado e a gripe são causados por vírus, já a rinite alérgica é uma inflamação do revestimento interno do nariz e os sintomas têm início minutos após o contato com o alérgeno (substância que provoca a alergia), na maior parte das vezes poeira doméstica e ácaros. Quando os sintomas aparecem com a queda da temperatura, a causa pode ser a blusa guardada no armário desde o inverno anterior, e não o frio.

O tratamento da enfermidade tem início quando se estabelece a causa da rinite. Muitas vezes, apenas manter-se afastado do que está causando a alergia já é suficiente para eliminar o problema. Como nem sempre é possível o afastamento total, como no caso da poeira domiciliar, a alternativa é ministrar medicamentos que reduzam a inflamação e controlem os sintomas.

Os problemas mais comuns do nariz estão relacionados à obstrução nasal. Ela pode ocorrer por diversos problemas como resfriado, gripe, crise de alergia e irritação por poluição ambiental. Após a obstrução inicial pode aparecer a sinusite, que além de manter a obstrução nasal, desencadeia outros sintomas como dores no corpo, fadiga e até mesmo o mau hálito.

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Grandes vilões

• Tapetes, carpetes, cortinas e almofadões no quarto.

• Camas e berços não devem ser colocados junto à parede.

• Mofo e umidade, principalmente no quarto.

• Animais de pelúcia e estantes de livros no quarto.

• Spray ou saches no quarto. Os travesseiros de paina ou penas também não são indicados. Melhor o uso dos de espuma, sempre que possível envoltos em material plástico (napa).

• Vassouras e espanadores de pó também não devem ser utilizados. O ideal é passar um pano úmido diariamente na casa antes do uso de aspirador de pó e, de preferência, duas vezes ao dia no quarto de dormir.

• Animais domésticos com pêlo. Tenha peixes ou tartaruga.

• Desinfetantes e produtos de limpeza com odor forte devem ser substituídos por outros como os de pastas e sabões em pó para a limpeza de banheiro e cozinha. Não usar inseticidas em spray nem do tipo espiral. Evite talco e perfume.

• Banhos extremamente quentes e fumaça de cigarro.

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Previna-se!

Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir, ou minimizar, os efeitos das doenças de inverno.

• Lavar sempre as mãos.

• Utilizar apenas lenços descartáveis para evitar a reinfecção.

• Tomar vitamina C - ela não cura gripes e resfriados, mas sua ingestão constante contribui para prevenir as doenças, pois aumenta a absorção de ferro, substância que reforça o sistema imunológico.

• Beber bastante líquido - no mínimo dois litros de água por dia.

• Praticar esportes.

• Evitar ambientes fechados e aglomerações. Em casa, manter sempre que possível as janelas abertas para que o ar circule

• Antes de usar roupas de inverno, lavá-las ou colocá-las para arejar estendidas ao sol. O mesmo vale para cobertores e edredons

• Usar roupas quentes e evitar expor-se a baixas temperaturas

• Alérgicos e pessoas com mais de 40 anos devem procurar o médico de confiança anualmente para fazer um chek-up dos pulmões

• Umidificar o ambiente: principalmente no período noturno, deve-se deixar uma vasilha com água no quarto de dormir ou uma toalha úmida pendurada na janela