09 de julho de 2026
Regional

Municípios apostam em bibliotecas para incentivar jovens a ler

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O advento da televisão, do vídeo e do computador fizeram com que muitos educadores pensassem que os livros ficariam aposentados nas prateleiras e que pouca serventia teriam na vida dos estudantes e das pessoas. Mas o livro tem a ‘poção’ mágica de ativar a nossa imaginação e nos levar a lugares desconhecidos ao mesmo tempo em que desperta nossa criatividade e resgata o romance.

Já na vida das crianças, o papel do livro não é muito diferente. Desperta a imaginação e a criatividade, fazendo com que fábulas, contos e histórias persistam por muito tempo na memória, especialmente se tudo o que aparece no livro está contido na realidade delas.

Na região de Bauru, os municípios, através das diretorias de educação, estão incentivando a leitura, a visita às bibliotecas, o manuseio do livro já na fase infantil, para que no futuro as crianças gostem de ler e procurem conhecimento através dos diversos títulos disponíveis.

A obrigatoriedade de leitura de certas obras nas escolas públicas incrementou ainda mais os índices de leitores. Para o Ministério da Educação, o número dobrou em todo o País a partir da obrigatoriedade.

A estratégia usada na cidade de Bocaina para fazer com que a criança goste de ler é disponibilizar a biblioteca ambulante, que nada mais é do que caixas de papelão cheias de livros. As caixas ‘passeiam’ pelas sete salas de aula da escola.

Na cidade também há um biblioteca pública, onde os moradores podem emprestar livros de todos os tipos. O acervo tem 10 mil títulos e os clássicos da literatura brasileira são os mais procurados.

Em Avaí, a biblioteca municipal vai investir em literatura indígena para que os moradores das cinco aldeias fiquem ‘tentados’ a ler e conhecer um pouco mais sobre seu povo. O acervo é de 5.300 títulos.

Em Agudos, as crianças são incentivadas a criar frases relacionadas com os livros que leram. As frases viram marcador de páginas e despertam o aluno a ler mais e criar novas frases. Em todas as 11 escolas municipais há bibliotecas.

Em Jaú, os voluntários mirins organizam o empréstimo e devolução dos títulos. São eles que tiram os personagens das páginas e levam para a sala de aula. A história contada no ano passado pela Emília de Monteiro Lobato ainda está na memória dos alunos que acreditam que foi o personagem da TV quem esteve presente na biblioteca.