Jaú - Funcionários da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), regional de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru), realizaram ontem paralisação das atividades por cerca de duas horas, com o objetivo de pressionar a empresa nas negociações salariais. De acordo com o coordenador do Sinergia/CUT na macrorregião de Bauru, Everton Rodrigues de Matos, 70% dos 59 funcionários da regional aderiram ao protesto, realizado das 7h30 às 9h30. Hoje a paralisação deve ocorrer na unidade da CPFL de Marília. Anteontem, a categoria cruzou os braços em Botucatu e na última-sexta-feira em Bauru.
“A empresa suspendeu o processo de negociação com os trabalhadores. Nós estamos fazendo essas mobilizações para forçar a companhia voltar a negociar com a categoria e também para que ela avance na sua proposta”, diz Matos.
Segundo ele, a CPFL propôs reajuste salarial de 7%. A categoria reivindica aumento de 8,46%, com base no Índice do Custo de Vida (ICV) medido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), além de 10% em ganho real.
A primeira rodada de mobilizações realizada pelo sindicato tem durado duas horas. Em caso de insucesso nas negociações, a estratégia é realizar paralisações em maior período. “Passaremos para quatro horas de mobilização, em seguida para um dia, até deflagrarmos a greve por tempo indeterminado. Tudo vai depender das negociações. Se a empresa nos apresentar uma proposta negociável, suspenderemos as ações. Se não houver avanço, daremos continuidade ao plano de luta”, diz Matos.
A ação da categoria, batizada de “Operação Pipoca”, está sendo marcada por mobilizações isoladas nas cidades que compõem a macrorregião da CPFL, como Bauru, Lins, Jaú, Marília e Botucatu.
“Nós não temos como mobilizar todos os trabalhadores ao mesmo tempo nas diversas regionais. A CPFL, na nossa região, está presente em 26 municípios. Por isso, estamos fazendo um município de cada vez”, destaca o líder sindical.
Durante a paralisação em Jaú, os serviços essenciais foram mantidos e 30% dos funcionários continuaram trabalhando.
Em nota à imprensa, a CPFL disse que lamenta a manifestação sindical ocorrida em Jaú e afirma que o movimento impediu, por cerca de uma hora, o acesso de trabalhadores à empresa. A assessoria afirmou ainda que a empresa está evoluindo nas negociações e atenderá as reivindicações trabalhistas dentro dos limites máximos possíveis de concessão.