08 de julho de 2026
Política

Prefeito recebe estudo para mudar programa de refeição do servidor

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Pelo menos 1.750 servidores municipais esperam para os próximos dias a definição da Prefeitura Municipal de Bauru para a alteração no programa de alimentação, hoje oferecida diariamente através da cozinha industrial do Caic da Vila Nova Esperança. O secretário Municipal de Administração, Fernando Ferreira Jorge, confirmou, ontem, que o estudo contendo as propostas de alteração foram entregues ao Executivo.

A administração realizou o estudo para buscar alternativa à alimentação oferecida com estrutura própria. Atualmente, cerca de 1.750 servidores recebem refeições diárias, mas a capacidade da cozinha seria de 600 unidades, conforme relatório sobre o sistema, relativo ao exercício passado.

Do total, em torno de 800 seriam distribuídas por marmitex e a outra parte em caixas térmicas para grupos de servidores em setores operacionais. Um caminhão percorre os diversos pontos, com exceção da área de saúde, que distribui os alimentos em veículo próprio.

“Nós realizamos o estudo para que o prefeito possa decidir qual a melhor forma de prosseguir com o programa de alimentação. Acredito que nos próximos dias a decisão já esteja tomada. O estudo apresenta propostas como o vale-alimentação e o cartão-alimentação”, cita Fernando Ferreira Jorge.

Ao comentar o assunto, no mês passado, o secretário disse que a tendência da pasta seria pela substituição das marmitas por vale-alimentação. O estudo contempla a análise de três situações. Por ordem, depois do vale-alimentação, a administração verifica como opções o cartão-alimentação e a terceirização.

Segundo Fernando Ferreira, o programa de alimentação não corre o risco de interrupção enquanto o Executivo define as alterações. “Temos condições de abastecer a cozinha com estoque interno e também temos uma folga de até quatro meses por registro de preços, para suprir a necessidade, se precisar”, conta. Ou seja, conforme o secretário, a administração pode se valer de empréstimo interno de gêneros alimentícios ou da compra por registro de preço com cadastro ainda dentro da validade.

Sindicato discute

A direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) espera que a administração apresente o estudo hoje, em reunião às 14h30 na prefeitura. O encontro com o secretário de Administração, Fernando Jorge, e o chefe de Gabinete, Paulo Sérgio Canalli, cumpre mais uma rodada de negociações da campanha salarial deste ano.

“Numa das rodadas já realizadas, o Executivo informou que estava sendo feito o estudo para mudar o programa e que o prefeito quer eliminar problemas com logística de transporte, compras em grande quantidade de produtos e distribuição da alimentação. Esperamos que o estudo nos seja apresentado hoje”, conta o advogado do sindicato, Sandro Luiz Fernandes.

O Sinserm vai discutir a proposta após receber o estudo da administração. Uma das preocupações da entidade, segundo Fernandes, é a de garantir que o pessoal que trabalha em frentes operacionais tenha garantia de acesso à alimentação diária. “O cartão, vale ou crédito em conta, se ocorrer, pode não garantir que o pessoal de frentes de trabalho itinerante possam se alimentar nesses locais. Vamos pedir o estudo para discutir e dar nossa posição”, anuncia.

Conforme os dados do relatório sobre o programa de alimentação mantido na cozinha industrial do Caic, cerca de 24 profissionais atuam no setor, consumindo, por dia, 60 quilos de feijão, 120 quilos de arroz, 130 quilos de carne e 12 caixas de verdura. O custo unitário por refeição estimado pelo documento é de R$ 6,68, mas alguns indicadores utilizados nas planilhas estão sendo revistos.

Conforme o relatório, isso exigiu gasto de R$ 254 mil com gêneros perecíveis, como arroz, feijão e macarrão, R$ 55 mil com legumes e verduras, R$ 360 mil com carnes e R$ 6 mil com produtos de limpeza no ano passado. São 461 mil refeições ao ano, ou 39 mil na média por mês, servidas aos funcionários.