06 de junho de 2026
Tribuna do Leitor

O resgate de uma verdade fática


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Novembro de 1957. Praia Grande (SP). Forte Itaipu, 5.º Grupo de Artilharia de Costa. Lua eclipsada por densas nuvens. Duas sentinelas, do alto de uma muralha à beira-mar, vão esquadrinhando o céu, a terra e o mar. Vinda do mar, aproxima-se uma luz. Com uma luz numa das mãos e num pequeno barco: sempre há um afoito pescador em local proibido. Um tiro coercitivo é dado para o alto.

Ao invés de recuar, a luz avança progressivamente para a muralha. De chofre irrompe um enorme objeto voador discóide. Os dois guardas atiram contra o inesperado invasor. Uma luz alaranjada, em forma de jato, sai de dentro do objeto e vai atingir em cheio os dois soldados. Então o objeto passa de um vôo horizontal para um vôo vertical, em célere rumo ao zênite. Houve, naquele momento, uma interrupção de energia elétrica no Forte. Os dois guardas tiveram a epiderme chamuscada, mas suas fardas estavam intactas. (1978) de Donald E. Keyhoe, major da marinha norte-americana. Na revista UFO de outubro de 1998, Cláudio T. Suenaga e Pablo V. Mauso citam o mesmo fato.

Quase todos os ufólogos acordam que, obedecendo a critérios preestabelecidos, somente 20% dos casos investigados merecem credibilidade. Mesmo um caso reputado como crível, quando examinado à luz dos atuais conhecimentos científicos, pode ser visto como fósmeo pelo leigo. Que ilação podemos tirar do caso do Forte Itaipu: uma estória fantasiosa ou uma história verídica?

Novembro de 1957. Santos (SP). Com 16 anos eu lia com afinco sobre os UFOs na revista “O Cruzeiro”. Meu pai sabia disto. Ele era então um subtenente no Forte Itaipu. Uma noite, chegando do quartel, revelou-me o fato retrocitado, que ocorrera naquela madrugada. Revelação que motivou a gênese de minha incessante busca da verdade sobre os UFOs. É o fulcro de minhas pesquisas.

Sempre ocultei da mídia o liame entre o incurso de um UFO ao Forte Itaipu e a relevante informação de meu pai. Um draconiano regulamento disciplinar pune o militar que viole assunto sigilado. Como meu pai, Roberto Vieira, militar reformado com soldo de major do exército, faleceu em 23/6/05, a verdade fática está resgatada.

Gilberto Sidney Vieira - professor - RG 3.476.358