10 de julho de 2026
Geral

Conta de energia tem maior impacto na despesa doméstica

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O boleto de energia elétrica é o fantasma das donas de casa. Dos serviços considerados essenciais - água, telefone e gás -, o valor da luz é o mais reclamado nas famílias pesquisadas pelo Jornal da Cidade. É também o mais caro. A ordem é economizar energia elétrica ao máximo.

A comerciante Rosa Maciel Theodoro, moradora do Núcleo Mary Dota, diz que sua conta de luz custa, em média, R$ 90,00. O boleto do telefone vem em segundo lugar, com R$ 80,00. Mãe de duas crianças, Theodoro fica de olho no tempo que elas ficam no chuveiro.

Com uma renda familiar mensal de R$ 1.200,00, ela compromete cerca de 20% desse valor com as despesas de serviços básicos. “Estou tentando reduzir essas contas mês a mês. Mas não é fácil. Acho que já cheguei ao limite”, comenta.

Situação similar enfrenta o motorista autônomo Wilson Vieira da Rocha, morador do Parque Santa Edwiges. Sua família, composta de quatro membros, tem renda de R$ 1.500,00, dos quais cerca de R$ 300,00 são destinados para despesas de água, luz, telefone e gás.

“A luz é a que pesa mais no bolso. Gastamos uma média de R$ 120,00. O jeito é entrar embaixo do chuveiro, dar uma ensaboada e sair rapidinho. No calor, tomamos banhos frios. Nesse período, o valor da conta cai”, observa.

Carrasco das despesas domésticas, o chuveiro sempre é apontado como o grande culpado das contas de energia elétrica exageradas. A comerciante Paula Karina Labadessa Alvarez faz de tudo para reduzir o valor médio de R$ 120,00 que gasta por mês com luz. “Os banhos ficaram mais curtos, desliguei a máquina de lavar roupa para lavar no tanque, tudo isso para economizar”, diz.

Com uma renda familiar que oscila de R$ 1.500,00 a R$ 2 mil mensais, ela calcula que gasta mais de R$ 300,00 com água, luz, telefone e gás. “O dinheiro dá apertadinho”, comenta. Outro peso nas suas despesas é o aluguel de R$ 210,00.

Mas apertada mesmo vive a dona de casa Luzia Garcia e o marido. Cerca de R$ 150,00, dos R$ 400,00 da renda do casal, são destinados às despesas essenciais. O que sobra, é gasto no mercado. O casal vive sozinho no Núcleo Octavio Rasi.

A estudante do curso de direito Vivian Viveiros Nogueira vive com a mãe, o avô e a avó no Núcleo Beija Flor. Por motivos de doença, a família tem gasto extra com energia elétrica, que chega a R$ 140,00 por mês. A água é o componente mais barato do chamado serviço essencial na casa da universitária. “Gastamos R$ 9,00 por mês. Não há gordura para queimar. Tudo que podemos economizar, economizamos”, garante.