10 de julho de 2026
Regional

Marília investe na orientação de adolescentes para evitar gravidez

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Muita informação. Esta é a fórmula utilizada pelo município de Marília (a 100 quilômetros de Bauru) para reduzir a gravidez na adolescência. Uma força tarefa envolvendo as secretarias de Educação, Saúde e Bem-Estar Social fez com que a cidade tivesse uma redução de 24,9% de 1999 a 2004. No Estado de São Paulo, a diminuição foi de 27,9% de 1998 a 2004.

Já no quesito partos, Marília sai na frente, sofreu sensível queda. O índice atual é de 15,9%. Isso significa que do total de partos realizados na cidade, 15,9% são de mães adolescentes de 10 a 19 anos.

“Em 1999 o índice era de 21,1% que correspondia a 677 de gravidez na adolescência, hoje estamos em 15,9%, o que corresponde a 439. No Estado, o índice é de 17% e no Brasil varia de 23% a 28%”, explica o coordenador de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Danilo Bigeschi.

A questão da gravidez na adolescência não está relacionada somente com a área da saúde, na opinião dele. “É também uma questão social. Nos últimos anos, a administração municipal priorizou esse trabalho que envolve as secretarias de Educação, Saúde e Bem-Estar Social. Agimos em conjunto. Criamos uma rede de proteção social no município.”

No setor de prevenção, as 12 unidades básicas de saúde e as 28 unidades de Programa de Saúde da Família (PSFs) estão aptas a fazer a orientação e distribuição de preservativos e pílulas anticoncepcionais.

Toda a orientação é feita por médicos, frisa o coordenador. “O adolescente passa pelo médico, que orienta e estuda caso a caso o método contraceptivo mais adequado para aquela pessoa. Isso em toda a rede de saúde.”

Nas escolas, a orientação sexual fica por conta da Secretaria Municipal da Educação. “A rede de Educação tem feito um trabalho de orientação aos adolescentes nas escolas municipais. Nós já trabalhamos com adolescentes de 10 a 19 anos. Recentemente saiu uma pesquisa sobre o início da vida sexual. Os meninos na faixa dos 12 anos e as meninas de 14 a 15 anos.”

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Indicadores

• População: 218 mil habitantes

• Gravidez na adolescência: redução de 24,6% de 1999 a 2004

• Taxa de fecundidade: 22,89

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Casa do Pequeno Cidadão

Um trabalho social para tirar as crianças e adolescentes das ruas da cidade de Marília é outro espaço utilizado para educação sexual nos bairros. “O pessoal da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social implanta as casas nas áreas críticas. Nelas, o menor se profissionaliza e recebe informações para a vida. A educação sexual é um dos temas debatido com os jovens constantemente”, explica Danilo Bigeschi, coordenador de Saúde de Marília.

Na cidade há sete casas. “As crianças e adolescentes ficam um período na escola e outro na casa que oferece atividades, capacitação profissional, aulas, palestras oficinas e educação sexual.”

O município mantém ainda mais um núcleo de orientação sexual. “Temos o núcleo de vigilância em saúde específico de DST/Aids, que trabalha com as doenças e traz informações sobre o uso de camisinhas e métodos contraceptivos.”

A taxa de fecundidade é medida em grupos de 1.000 mulheres. O resultado é o número de grávidas para cada grupo. Em Marília, a taxa está em 22,89. “Isso quer dizer que para cada mil mulheres 22,89 engravidaram. No Brasil esse indicador varia de 66 a 81.”