07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Tribuna livre

Os vereadores terão à disposição hoje duas oportunidades de subir à tribuna livre, com tempo de 10 minutos de discurso em cada uma das sessões extraordinárias a serem realizadas. O discurso livre para as extras foi instituído em uma modificação na regulamentação, realizada neste mandato. Em cada um dos projetos, cada vereador também pode usar da palavra por até 10 minutos, mas, neste caso, só para falar do tema.

• Plenário dividido

Aliás, os temas das sessões convocadas a pedido do prefeito dividem as mentes e os corações. O projeto de reparcelamento (refinanciamento) da dívida com a Funprev, hoje em torno de R$ 61 milhões, está com jeito de que vai ter de esperar mais algum tempo. A própria Comissão de Justiça faz, internamente, algumas perguntas, tais como: como essa dívida foi gerada, por quem, qual é seu real perfil, o que significa o parcelamento de longo prazo (30 anos)?, entre outras.

• R$ 180 milhões

Segundo um vereador da Comissão de Justiça, além das dúvidas que precisam de mais tempo para ser esclarecidas, a projeção de que a dívida de R$ 61 milhões deve saltar para um montante de R$ 180 milhões pagos, somente por conta de juros, assusta. “Trata-se da aposentadoria de 5 mil pessoas e da saúde financeira da prefeitura. Não podemos decidir a toque de caixa”, disse um parlamentar, ontem à noite.

• ‘Emdurb passa’

Os mesmos vereadores consultados em off (sem revelação da identidade) apostam, por outro lado, que o parcelamento da dívida de FGTS da Emdurb passará, com alguma discussão. Neste caso, há uma situação um pouco mais clara e menos complexa em termos de desembolso financeiro.

• Atrás de bodes

O secretário municipal da Administração, Fernando Ferreira Jorge, parece ainda não ter conseguido convencer alguns setores da pasta de que as rédeas da carruagem são suas. Dissidências internas e falta de padronização em procedimentos continuam sendo motivos de reações. Um ou outro metido a manda-chuva ainda se aventura a tentar escolher bodes expiatórios, ação típica de covardes, ou de quem fala muito e contribui com quase nada.

• Sem solução

O episódio da duplicidade no pagamento da servidora Guiomar Aparecida de Britto surge como mais um erro grosseiro de procedimento que gerou prejuízo ao erário a partir da falta da exclusão da mesma da folha dos ativos, em dezembro de 2003. Mas tem gente que ainda não conseguiu se livrar dos efeitos do caso da pensão-fantasma, episódio que teve origem em fraude e que até agora continua insolúvel.

• Incorporações

O secretário, até agora, ainda está mapeando quem não tem equilíbrio para avaliar processos do gênero ou não se apercebeu que alguns temem, na verdade, que os registros de incorporações do passado sejam avaliados com lupa. Do jeito que vai, podem transformar uma inspeção de rotina em fantasma e, neste caso, a caneta da Promotoria é que terá que colocar os ex e os atuais “manda-chuvas” dentro da realidade.