07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Bastidores

A aprovação das mudanças no Refinanciamento Fiscal (Refis) mobilizou o presidente da Câmara Municipal de Bauru, Toninho Garmes (PSDB). Ao contrário do que ocorre normalmente, o tucano passou parte da sessão de ontem em sua sala, costurando detalhes do projeto nos bastidores. As negociações de bastidores retornam com força nesta legislatura.

• Sem dormir

Antes da votação, Garmes confessou que passou as últimas três noites em claro pensando no projeto. Ele deu a entender que não gostou da postura dos procuradores da prefeitura, que fizeram lobby para manter o pagamento de honorários nos casos dos processos incluídos no Refis. A concessão da gratificação acabou sendo retirada pelos parlamentares.

• Sem data

É bom ressaltar que a aprovação das novas regras do Refis não significa a retomada imediata do programa. A Secretaria Municipal de Finanças já adiantou que, mesmo após a publicação das alterações no Diário Oficial de Bauru (DOB), ainda precisará de alguns dias para modificar o seu sistema de processamento.

• Sem óbices

Aliás, alguém muito próximo a Edmundo comentou que o secretário nunca foi simpático, por princípio, à idéia de dar desconto para inadimplentes. Mas tem mantido uma postura espartana para não atrapalhar esta que é uma decisão do prefeito. “Há muito mais coisas que nos unem do que as que nos separam”, poderia dizer Edmundo.

• Em estudo

Pelo jeito, a retomada do Refis poderá demorar mais alguns dias mesmo, isso se não vier coisa pior, no Judiciário. É que a suspensão dos honorários gerou controvérsias dentro da prefeitura. O prefeito municipal emitiu nota ontem se limitando a dizer que ainda estuda se sancionará o projeto aprovado pela Câmara que, repita-se, foi costurado em negociação longa entre as partes.

• Solidão

Tuga tem um dilema pela frente com o veto dos vereadores aos honorários dos procuradores. O secretário Jurídico, Célio Parisi, é favorável ao pagamento do abono. Por isso a nota deixa no ar a possibilidade de o prefeito não aprovar tudo o que foi votado pelos vereadores. Eis o exemplo de uma situação complexa, que coloca o líder na situação da mais absoluta solidão para decidir.

• Susto londrino

O vereador Futaro Sato (PDT) foi acordado anteontem por um telefonema do filho, que mora em Londres. Ele queria avisar à família que não havia sido afetado pelos ataques terroristas que atingiram a capital inglesa. As bombas explodiram em estações de metrô e em um ônibus, veículo idêntico ao que o filho de Sato ocupava no momento dos atentados.

• Sem jeton

Alguns servidores da Câmara, cujo expediente termina às 14h, deixaram de receber jeton de aproximadamente R$ 30,00 pelas sessões extraordinárias de ontem porque o encontro terminou às 13h55, apenas cinco minutos antes do prazo. No final das contas, ficaram sem almoço e sem jeton. Teve gente olhando feio para Garmes, por conta de sua decisão de cortar boa parte das horas extras.