SÃO PAULO X FLA
O São Paulo recebe o Flamengo com um time recheado de reservas. Desde que o São Paulo avançou para as quartas-de-final da Libertadores, o técnico Paulo Autuori mesclou alguns jogadores titulares com outros reservas nas partidas do Campeonato Brasileiro. Contra a Ponte Preta, dos 11 que começaram o jogo, apenas o goleiro Rogério Ceni era considerado titular. No confronto de hoje à noite, no Morumbi, nem ele irá entrar em campo. Mas, nem mesmos os reservas estão muito concentrados para esta partida. O São Paulo, que poderá conquistar o tri da Libertadores na próxima quinta-feira, não vem fazendo uma boa campanha no Brasileirão. Na 15ª posição, os são-paulinos venceram três jogos, empataram outros três e perderam quatro. È a primeira vez no ano de 2005 que o Tricolor tem mais derrotas do que vitórias. Quanto ao Flamengo, está à beira de mais uma crise. Sem vencer há seis jogos, o time do companheiro Jorge Arruda começa a se dividir sobre o trabalho do técnico Celso Roth, que antes era unanimidade, e se movimenta para trazer de volta o gerente de futebol Isaías Tinoco, que estava no rival Vasco há 11 anos. Em campo, os sinais de tensão começaram a aparecer no meio da semana, quando Roth se exaltou com o desempenho ruim do elenco em um treino e proferiu xingamentos e palavrões aos jogadores.
ATRAÇÕES
As contratações que Palmeiras e Corinthians fizeram para esta temporada darão um toque especial ao clássico deste domingo no Morumbi. Desde 2003, quando os rivais disputaram a semifinal do Campeonato Paulista, os torcedores corintianos e palmeirenses não assistiam clássico tão recheado de estrelas. Além do atacante Carlitos Tevez, dos meias Carlos Alberto e Roger, o Corinthians terá Mascherano estreando em seu novo clube logo contra o arquiinimigo. Pelo lado do Verdão, a atração será o zagueiro paraguaio Gamarra. O meia Marcinho, em boa fase, enfrentará o Corinthians pela primeira vez com a camisa do Palmeiras.
BYE BYE
Léo não participou ontem do coletivo do Santos, e confirmou que não jogará mais pelo time da Vila Belmiro. Prometeu anunciar na próxima terça-feira em qual equipe da Europa irá atuar.
TABU
Se a torcida será o 12º jogador no Morumbi na próxima quinta-feira, o retrospecto do São Paulo no seu estádio pode ser o 13º. O Tricolor não perde uma partida de Libertadores em casa há mais de 18 anos. A última derrota no Morumbi pela competição sul-americana foi em 1987, quando foi eliminado pelo chileno Colo Colo ainda na primeira fase. Mas, depois disso, em seis participações na Libertadores, o São Paulo não perdeu mais. De lá para cá já foram 28 partidas no Morumbi, com 25 vitórias e três empates. Os únicos confrontos que o Tricolor não ganhou foram com o Guarani, em 87; o San José (Bolívia) em 92; e Once Caldas (Colômbia) em 2004. Vale lembrar, porém, que dos 18 anos, em dez deles o Tricolor não disputou a principal competição continental.
ATAQUE/DEFESA
O ataque e a defesa do São Paulo vivem momentos distintos Libertadores. Em 13 jogos até aqui, o Tricolor bateu seu recorde de gols: 30, cinco a mais do que o recorde antigo, na edição de 1974. O goleiro Rogério Ceni é o artilheiro do time na competição, com cinco gols. Porém, ao mesmo tempo que o capitão é um dos responsáveis pela artilharia, o seu setor de origem está perto de bater um recorde negativo. Até agora a defesa foi vazada 13 vezes, a exemplo de 87.
ESTRÉIA
Gilmar Fubá, liberado pelo Noroeste para disputar o Campeonato Brasileiro da Série B, deverá fazer a sua estréia no Criciúma no jogo da próxima terça-feira, contra o Santa Cruz, em Santa Catarina. Em janeiro, o volante retornará ao Norusca para o Paulistão.
JOGÃO
Cruzeiro x Luziana é o destaque deste domingo do futebol amador de Bauru. O time azul é líder. A equipe da Vila Santa Luzia, do técnico Ari Guerreiro e do matador Yoyô, divide o terceiro lugar com o Parquinho.
QUASE LÁ
O Brasil venceu a Sérvia e Montenegro (3 a 1 em Belgrado) e hoje enfrenta Cuba nas semifinais da Liga Mundial de vôlei. Se passar pelo time caribenho, nossa seleção poderá festejar o título. Na minha opinião, jogo de ontem, contra os donos da casa, foi uma final antecipada.
SEXTA NORMAL
Foi como se nada tivesse acontecido. À exceção de uma rápida revista nas mochilas dos torcedores nos acessos ao autódromo, Silverstone viveu ontem um dia normal apesar dos atentados em Londres, na véspera.